Recomendo a leitura de : A lenda do Cisne Dourado e I love my freedom, procure-os rolando a barra>>Mês de julho/2005. Se houver interesse em livros para download, não deixe de visitar a Minha Biblioteca Virtual em: http://www.box.net/shared/sizq86uunn
segunda-feira, junho 18, 2007
Imagens do meu Rio de Janeiro, com o Mauricinho de quebra...
sexta-feira, maio 11, 2007
Resenha de Império - UFF
Maurício de Oliveira
Turma 2007
Módulo Império
PIÑEIRO, Théo Lobarinhas – Crise e resistência no escravismo colonial: os últimos anos da escravidão na província do Rio de Janeiro, Passo Fundo, UPF, 2002.
A Resistência escrava no Brasil Império
Maurício de Oliveira
PIÑEIRO, Théo Lobarinhas – Crise e resistência no escravismo colonial: os últimos anos da escravidão na província do Rio de Janeiro/ Théo Lobarinhas Piñeiro – Passo Fundo: UPF, 2002. 168 pág. (Malungo:2)
Théo Lobarinhas Piñeiro faz parte da nova e talentosa safra de grandes historiadores surgidos no encalço da abertura política brasileira. É contemporâneo de mudanças singulares que varreram o Mundo, e em particular o Brasil, com movimentos populares ímpares e uma constante transformação democrática. Pertence à Direção da Associação Brasileira de Pesquisas em História Econômica e atualmente é professor adjunto na conceituada Universidade Federal Fluminense, onde fez sua graduação (1982), defendeu sua tese de mestrado (1989), e doutorado em história (2002), possuindo vasto conhecimento e experiência nesta área, com ênfase em História do Brasil.
Crise e resistência no escravismo colonial, que fora sua tese de mestrado, foi publicado muitos anos após sua defesa – 13 anos - , e como o próprio apresentador de sua obra – Mário Maestri – diz: “como os homens, os livros envelhecem, contudo, não fora o caso deste”. Todavia, talvez a inspiração para a pesquisa e desenvolvimento de tal tese, tenha surgido diante de percepção do movimento popular e clima existente em sua época – como as diretas já, o Plano Cruzado, o descontentamento com inúmeras greves e passeatas, a hiper-inflação, e a própria aproximação com o clima eleitoral para presidente após o período ditatorial. Talvez Théo tenha feito uma conexão do movimento popular que ora tivesse tido acesso ou presenciara, com a luta e resistência do cativo na busca de sua liberdade, respeitando-se aí as devidas particularidades.
Tal publicação insere-se na historiografia com a intenção de mostrar que os cativos, ao sublevarem-se e resistirem da maneira que lhes era possível, também contribuíram para pressionar pelo fim do escravismo. E que não foram, como contumasmente são mencionados, meros e simples expectadores dos acontecimentos históricos. Para tanto, Théo busca traçar uma linha de pensamento pautado na importância da luta e resistência dos trabalhadores escravizados levando em consideração não à subtração de qualquer participação ou importância para o fim do escravismo, mas sobretudo insere o movimento de resistência no contexto histórico ao lado de outros fatores que comumente são retratados como relevantes, quando se deseja compreender a extinção do trabalho escravo em uma sociedade em ebulição, como a brasileira.
Crise e resistência do escravismo colonial, retrata os acontecimentos percebidos na última década antes do fim da escravidão, tomando como exemplo alguns municípios do então rico Vale do Paraíba Fluminense, em especial os de Valença e Vassouras. Fazendo um recorte e expondo-os como o que talvez também tivesse ocorrido no imenso Brasil rural da época.
Nas primeiras partes da obra ficam claros os ambientes, regiões e épocas que serviram como focos do estudo, todavia, o título estampado na capa poderia induzir a uma abordagem mais ampla, como por exemplo às turbulências e particularidades no Recôncavo Baiano, assim como na diversa região mineradora das Minas, ou os movimentos pernambucanos, como também em inúmeros outros locais importantes em que a resistência à escravidão sempre existira. Entretanto, a abordagem das formas e maneiras que os subjugados se utilizavam, como as fugas e rebeliões, facilmente poderiam ser abordadas em quaisquer desses contextos. Vale lembrar apenas as particularidades das regiões cafeeiras.
No decorrer do debate sobre o fim da escravidão, assim como na desmistificação da Lei de 13 de maio de 1888, nos desdobramentos do processo gradual do escravismo, no movimento abolicionista, além dos problemas enfrentados pela Coroa em manter a unidade e a ordem, Théo busca contextualizar os movimentos de resistência, sugerindo uma releitura sobre a relação luta escrava versus fim da escravidão, pois a crise do escravismo seria estrutural, considerando que na organização e dinâmica da produção escravista estariam intrínseco elementos que explicariam a sua própria desagregação. Isto em si, justificaria a ênfase nesta outra abordagem, a qual vai de encontro com visões amplamente difundidas, como a de que a abolição da escravatura teria sido um negócio de “brancos”, ou teria ocorrido em função do simples desenvolvimento do capitalismo internacional. Lobarinhas, embora reconheça os desdobramentos do desenvolvimento industrial e capitalista, o contexto histórico internacional, e inúmeros outros fatores, lembra que mesmo em obras que sugerem análises e sugestões no sentido de entender a superação do escravismo colonial como fenômeno estrutural, estes em quase sua totalidade, deixam de considerar o papel do cativo nesse processo.
Théo Lobarinhas Piñeiro cita vários autores que fizeram da presença negra em nossa sociedade uma vertente em seus estudos, dentre os quais Emília Viotti, José Murilo de Carvalho, Mário Maestri, Gorender e Ciro Garcia, estes últimos lembrados marcadamente nesta obra. Porém, todos, assim como inúmeros outros autores, também lembram em suas obras sobre a História do Brasil, a manutenção da escravidão como um dos pontos centrais que tenderiam em favor da escolha pelo “modelo” de império que se desejava e sua sustentação. Ou seja, a perpetuação da escravidão era mais do que uma opção, quem sabe o único caminho para manutenção da “ordem”. Diante disso, torna-se incontestável o estudo da escravidão para se compreender os movimentos ocorridos durante o Império Brasileiro. Suas revoltas, o custo de manutenção de tal sistema, a “opção pela extinção” de modo brando da escravatura e até a sua “ruptura” através da Lei de 13 de maio.
A Lei do Ventre Livre em 1871, teria sido a opção encontrada para o desenlace lento, gradual e seguro da escravidão, inclusive com eventual indenização pela perda do escravo – que não ocorreu -, que aliás em muitos casos era o principal ativo de muitos fazendeiros. Pois diante da crise que se arrastara desde o fim do tráfico negreiro, ou segundo outra ótica muito antes da nossa independência, poderia culminar em algo aterrorizador para a sociedade escravocrata e tão hierarquizada da época, pois se deveria agir sobremaneira para que as mudanças – que eram inevitáveis – não viessem através de qualquer movimento revolucionário, ou quem sabe uma própria guerra civil, pois o pesadelo haitiano, por mais longe que tenha sido, e distante da realidade brasileira, fora real.
Lobarinhas reconhece que a abordagem do tema em foco apresenta certos empecilhos quanto á obtenção e crítica de dados. Pois usa como fontes para sua sustentação os jornais da época, pouco pelo dizem e mais pelo que tentam omitir, relatórios de presidentes da província do Rio de Janeiro, chefes de polícia, inventários das fazendas, registros de cartórios, assim como outros pesquisados no Arquivo Nacional. Lembra que em muitos casos as documentações disponíveis foram produzidas por proprietários de escravos ou grupos a eles ligados, e cita a necessidade de compreender como se dava a sociedade escravocrata altamente explosiva de então, com suas dinâmicas, modo de produção, leis e tendências. Faz um esboço da “empresa escravocrata”, a dependência de uma mão-de-obra cativa, um pequeno histórico da oscilação do preço do produto a ser exportado (que nesse caso era o café), o preço pego ao fazendeiro e no porto, a dependência do mercado externo, a busca de rentabilidade da fazenda escravista e o custo da mão-de-obra. Contudo, o uso de inúmeras tabelas e quadros como anexos são muito menos explorados do que se estivessem sendo decodificados e discutidos no meio dos textos, pois dificultam um pouco a visualização imediata, mas são uma fonte mais do que importantes.
Théo analisa qual é o papel da resistência escrava como elemento também estrutural, que tendeu a acelerar o processo crítico e como influenciara nas relações de reprodução escravista. Consegue retratar com uma proximidade satisfatória, um mundo rural altamente sintonizado com o urbano, no qual estão presentes os movimentos abolicionistas, a preocupação dos senhores escravistas e dos demais libertos com a iminência do fim da escravidão, os relatos e receios das forças públicas e particulares responsáveis pela segurança, o número exorbitantemente desordenado de alforrias, e a preocupação crescente que faziam suscitar os temores e o pânico. Enfim, consegue demonstrar, reconstruindo e nos transportando, o clima existente na região cafeeira do Vale do Paraíba Fluminense, principalmente nos últimos momentos que antecedem a assinatura da Lei Áurea.
Crise e resistência no escravismo colonial nos leva a concluir que a questão da resistência escrava encontra certo respaldo, no que contribuiu para o fim da escravidão a luta do cativo. Principalmente quando se observa o aumento das alforrias e a qualidade destas, pois colocara em cheque um dos pilares de sustentação do sistema. Não que deseje justificar que o fim do escravismo foi através da luta do escravo, mas trazer à luz de nossos olhos, idéias e pensamentos que nos levem a observar também essa outra linha de pensamento.
domingo, fevereiro 11, 2007
O Homem do Saco!!!!
Pura lenda....
Haja bebida pra gelar e e disposição pra beber... Bem, o calor? até que ajudou...
Abraços pra Tiara e o Ricardo.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
quinta-feira, janeiro 11, 2007
quarta-feira, novembro 29, 2006
Resenha do livro de Schwartz, Stuart B

UFF - Universidade Federal Fluminense
Pós- graduação Lato Sensu em História do Brasil
Maurício de Oliveira
Turma 2007
Módulo Colônia
SCHWARTZ, Stuart B – Segredos Internos: Engenhos e Escravos na Sociedade Colonial, São Paulo, Companhia das Letras, 1995.
A Bahia como espelho do Brasil Colônia
Maurício de Oliveira
SHWARTZ, Stuart B – Segredos Internos : engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835 / Stuart B. Schwartz; tradução Laura Teixeira Motta. – São Paulo : Companhia das Letras, 1988. 474 pág.
Stuart B. Schwartz, famoso historiador estadunidense, conhecido como um brasilianista de renome, PhD pela Columbia University e professor titular na Yale University, marcou mais uma vez sua assinatura no universo de estudos sobre a História do Brasil Colônia com os “Segredos Internos: Engenhos e escravos na sociedade colonial”, título dado à sua obra Sugar plantations in the formation of Brazilian Society, Bahia, 1550-1835 , por Laura Teixeira Motta.
Segredos Internos foi um dos muitos trabalhos publicados pelo autor , contudo, este desejou marcar literalmente a historiografia brasileira ao vislumbrar e detalhar o contexto de uma nova e profunda visão sobre assuntos que vez por outra esbarram em consensos, como o cotidiano na colônia, as relações de poder entre senhores, lavradores e escravos, a metrópole e seu domínio em terras americanas, a formação da sociedade baiana e por conseguinte a brasileira, o uso e substituição da mão-de-obra escrava indígena pela africana, a importância dos engenhos e do açúcar como instrumentos de desenvolvimento para Salvador e na extensa e fértil região do Recôncavo baiano, as aspirações de uma classe senhorial mal vista pela Coroa portuguesa e subjugada a preconceitos pelos residentes em Portugal, e os conflitos e frustrações dos cativos , entre muitas outras coisas.
Schwartz se mostra recatado, e reconhece a dificuldade de compreender determinados conceitos e modos de se perceber vigentes no contexto brasileiro, pois não sendo um nativo, demorara a observar sentidos e significados, e nem sempre os consegue deduzir, talvez isso faça com que sua obra tenha tanto valor e abrangência e seja reconhecida como quase um clássico por muitos autores, servindo para críticas de uns e aclamada por outros, em função deste ser um olhar de um estrangeiro a falar sobre nossa história – e com propriedade – o que pode nos causar certa repulsa e de outra forma para alguns até estranheza. Contudo, ele não seria o primeiro escritor não nascido no Brasil a falar sobre nosso passado, aliais, muito pelo contrário, é de conhecimento geral que após a independência do nosso país foi promovido um concurso para saber como contar a história do país que “acabara de nascer”, e o vencedor fora um estrangeiro e posteriormente quem a escreveu também o foi. Entretanto, a busca de isenção é uma marca no caso deste escritor contemporâneo nascido nos Estados Unidos.
Segredos Internos nos leva a uma viagem no tempo e no espaço, com uma linguagem simples e momentos de suavidade, porém forte e profunda, vez por outra beirando às de um romance, nos remete de forma quase que didática ao período anterior à formação do Brasil colônia, num verdadeiro mergulho no doce sabor do açúcar e sua importância no mediterrâneo, onde teve início o aprimoramento das técnicas dos engenhos e posteriormente a sua utilização nas ilhas atlânticas da costa africana, aonde chegaram pela expansão marítima ibérica, que levou a cultura da cana para outros lugares no século xv. Foi inclusive lá que os portugueses iniciaram a expansão do seu império, e o uso mais intensivo de mão-de-obra escrava africana, fazendo com que desde muito tempo houvesse a associação entre a indústria açucareira e a escravidão, sobretudo a proveniente da África. Também teve início nestas ilhas o sistema de capitanias e posteriormente até a tentativa de “embranquecer” a população, algo que iria ser também experimentado – sem sucesso – em terras brasileiras. Para muitos autores tudo o que acontecera antes do Brasil, servira como um aperitivo, um experimento que seria levado mais a sério no novo mundo descoberto, mesmo que isso não fosse premeditado.
O uso do cultivo da cana como método para iniciar o povoamento de suas novas colônias é comentado por Schwartz como uma das formas encontradas pela Coroa portuguesa de expandir o seu império, haja vista as dificuldades encontradas pelos lusos no oriente. E este autor nos faz lembrar que no Brasil, Pernambuco já despontava como um grande pólo açucareiro, todavia , a cidade da Bahia (Salvador) fora fundada em 1549, como capital da colônia , e a qual usará a força do açúcar como grande mola propulsora para o seu desenvolvimento e concomitantemente o restante da região do Recôncavo. Pois os engenhos eram como fábricas/indústrias com suas peculiaridades, incertezas, dificuldades de ganhos e possibilidades de ascensão, todavia de uma complexidade muita além da simples moenda de cana e do fabrico do açúcar, pois toda a estrutura de uma sociedade dinâmica, porém agrária, estava presente. Senhores de engenhos, lavradores, escravos, comerciantes, divisões “especializadas” do trabalho, instituições religiosas, instituições de crédito, atividades relacionadas com o porto e as embarcações, além das câmaras municipais, o governo da província, as relações com a metrópole e o restante da Europa, as Leis, os Impostos e por aí segue...
Para Schwartz – que usa como fontes vários registros dos engenhos, anotações de outros pesquisadores como Antonil, a historiadora Rae Flory e o pintor Franz Post, e que admiravelmente faz uso de pensamentos de tão diversos ícones como: Adam Smith, Karl Marx e Engels, não esquecendo de outras dezenas e dezenas de autores e pesquisadores lidos, de causar inveja e de impressionar a qualquer um – a estrutura da sociedade brasileira, e em especial a baiana, tendo como alicerce a mão de obra escrava, fez com que esta se desenvolve-se de forma peculiar. E para explicar ele perpassa o encontro de mundos tão diversos como o indígena e o europeu, e depois a “preferência” pela escravidão africana e seu uso intensivo nos engenhos de açúcar, além de nos lembrar a luta desta com sublevações e resistências na tentativa de busca pela liberdade, com uma paixão e conhecimento, que vez por outra se torna uma descrição de detalhes que em certos instantes pode ser enxergada como uma historiografia narrativa descritiva, um pouco longe de conteúdos ou comentários críticos, mas que nos fazem estar “presentes” em cada momento do acontecido. Sejam eles as reuniões dos poderosos produtores e senhores de engenho, com seus Status e patentes, os questionamentos e tentativas de interferência das Ordens Religiosas, o apadrinhamento nas câmaras municipais, a constituição das milícias ou as desordens causadas pelas insurreições dos cativos, causando pânico em certas vilas.
Em Segredos Internos, Stuart Schwartz labuta sobre leis e impostos da época, registros civis, escrituras oficiais, anotações de engenhos, livros contábeis, registros de imóveis, tipos e valores correspondentes a moedas, medidas e pesos, dentre uma vastidão de fontes, as quais são estudadas com afinco para que ao transpassa-las não levem a raciocínios tendenciosos e que ocasionalmente já trazem consigo embutidas (ou explicitados) certos pensamentos ou acontecimentos. Para isso procura mergulhar em um contexto adverso, na tentativa de dominar um pensamento existente em outra época, construído diante das circunstâncias que hoje não existem mais, numa tentativa de reviver algo não vivido e extremamente complexo. E insisti em renegar o declínio que temos em construir o passado por meio de nossos pensamentos atuais, os quais tendenciam todo e qualquer escrito, pois somos sujeitos e parte do nosso tempo e lugar, acostumados com nossas visões e pensamentos (outrora construídos) baseados no nosso modo de ver, deduzir e mensurar, e acordo com nossos pontos de vista, subjugados por nossa ótica e experiência.
Nesta obra, pode ser notada também uma presença constante de citações ou estudos feitos por outros autores, o caso de Antonil é um deles, pois este visitou a época, alguns engenhos no período de seus funcionamentos e foi usado como fonte constante de pesquisa. Em dado momento exorta o poder do açúcar na sociedade colonial, o qual não deixou de ser o principal produto de exportação brasileiro, mesmo no auge da produção aurífera. Em certa altura faz comparações com historiadores clássicos como Celso Furtado ou Simonsen, contestando números levantados por estes no tocante aos lucros, despesas e a importância do açúcar para com o desenvolvimento da sociedade brasileira e em especial a baiana. Assim como confronta seu ponto de vista com idéias e pensamentos de outros escritores brasileiros, os quais não traduziriam – isentamente – a realidade correspondente a determinadas épocas.
Enfim, Stuart Schwartz teve como foco central de suas pesquisas neste livro, os engenhos na região de Salvador e Recôncavo, procurando esquadrinhar, investigar todas as suas particularidades, traçando com isso um espelho da sociedade baiana que girava em torno do fabrico do açúcar, e nisso expande esses conceitos para todo o restante da sociedade brasileira colonial.
segunda-feira, setembro 11, 2006
September 11

11 de Setembro!!!
Feliz Aniversário!!!!!
Data marcante, lembrada e comentada por toda a humanidade em função dos atos terroristas que sacudiram com o brio de muitos. Mas também um dia memorável para lembrar e comemorar o aniversário de uma pessoa querida , a Srª Jacqueline ! Hoje ao lado do seu esposo, o Adolfo, vive com saudades de seus camaradas e familiares aqui do Brasil. Muitas felicidades e alegrias neste dia. Lembranças e sorrisos hoje e sempre. Até a vitória, Sempre!!!!!!!!!!!!!!!
sexta-feira, agosto 25, 2006
Fotos e momentos lendários

Há momentos impagáveis de tão extraordinários que são. Ao menos para mim, este foi um deles. Um passeio para o para o paraíso de Angra dos Reis, aliás foram dois com a galera. Me recordo de um em que a nossa bebida era apenas cerveja , quando não era refri., e não água. Muito bom...
Sorrisos largos, histórias encantadoras e instantes melhores ainda....


quarta-feira, agosto 23, 2006
Acampamento inesquecível!!!!

Acampamento em Itaipu Dias e noite alucinantes*
Por Maurício de Oliveira
Muitas vezes nem tudo é sempre do jeito que a gente quer. É claro que queríamos ter um montão de grana para poder ir para qualquer lugar que desejássemos, ou então muitas vezes desejaríamos estar ao lado de outra (s) pessoa (s) , mas o criador como sempre sábio e paciente, nos pÔs juntos alguns dias neste Carnaval, por motivos que nem sempre conseguimos compreender.
Lá formávamos uma só família, tudo bem que muitas vezes a família parecia muito mais de alguns do que de outras, ou então se comparava a uma daquelas festas só de amigos que sempre aparece uns penetras, mas todos nós soubemos dar a volta por cima de qualquer inconvenientes.
Alguns pequenos instantes foram transformados em momentos eternos de alegria. E quando amanhecia, o céu azul e o sol incandescente sempre estava lá para nos saudar. E enquanto outros mortais surgiam de todos os cantos para tomar banho de mar ou de sol, nós já estávamos à vontade, pois a praia era nossa.
Nós não participamos como meros e simples espectadores, nós fomos os personagens centrais de uma história de momentos mágicos, e muitas vezes até engraçados. As dificuldades que em alguns momentos tivemos em nos alimentar e de mantermos nossos padrões de conforto caseiro, eram suplantados pela nossa vitalidade, nossa energia e a nossa vontade de viver em instantes de plena felicidade.
Quando a noite caía, com sua escuridão uniforme, sem perguntar ao sol se ele queria ir dormir ou não, nós nos mantínhamos iluminados e dispostos com a luz sublime que vinha de dentro de nossos corações. As estrelas tomavam formas incontáveis, bastava-se apenas prestar atenção às suas posições estratégicas e usar um pouco de nossa percepção, aí se enxergava árvores, flores, aves e até uma taça de sorvete (haja imaginação!). com tantas estrelas naquele céu azul e infinito, que bastava se sentar em um canto qualquer ou para quem tivesse condição para poder deitar, era só ficar olhando para cima que inspiração não faltava para ficarmos em harmonia com nós mesmos.
O brilho podia ser visto em todos os nossos olhares, era como se refletissem a nossa felicidade interior por compartilharmos juntos de simples , porém eternos momentos. Era como se pudéssemos voltar a ser crianças mais uma vez e fazer tudo o que quiséssemos de novo.
Para todos nós, somente o céu era o limite, porque o mar tínhamos ao alcance a qualquer momento que desejássemos, a areia era o nosso quintal , a nossa área de lazer, as pedras o nosso muro, e à noite as luzes de Copacabana o nosso grande sonho.
Sem se importar com o que nós mortais desejávamos ou não , os raios de sol iam furando o bloqueio noturno. E mais uma noite em que se ouvia o rangido do mar com suas ondas a se debater nas areias ía-se embora.
A admiração que tivemos por corpos mais que perfeitos naquela praia, e os desejos mais que secretos que imaginamos em momentos de descontração, depois deram lugar a nossa realidade que nós mesmos construímos. É inegável que as meninas observavam os músculos e outras formas másculas de inúmeros rapazes que passavam diante de suas pupilas, mas o olhar que possuíam eram somente de admiração (tomara que tenha sido só isso!). E nós homens, animais como sempre, ficávamos quase que hipnotizados por beldades tão próximas... todas aquelas “diabas” ou “deusas”, como queiram chamas, com suas formas esculturais e corpos hiper torneados nos levavam ao delírio. Com tantos conjuntos de pernas e bumbuns perfeitamente maravilhosos a circular diante de nossos olhares, com sorrisos, cinturas e seios impressionantemente lindos, os quais teimavam em desafiar a lei da gravidade em se manterem sempre empinados para cima, que nem sabíamos para que “point” prestar mais atenção. Claro e lógico que nos sentíamos atraídos e seduzidos, mas tudo isso sempre esteve , está, e se o criador permitir, sempre estará em nosso modo de ser.
Fazer o que...
É algo que está acima de nossas forças. E além do mais, o belo é para ser visto e admirado.
Bem camaradas, mais sincero impossível. E talvez este seja um de meus pontos marcantes.
Espero ter agradado ao maior número possível de todos vocês.
Foi muito bom estar com todos.
Foi muito bom enquanto durou.
*Transcrito exatamente do original de 1997.
terça-feira, agosto 15, 2006
1900 e antigamente III ...


Sério!!! Será que faz tanto tempo assim?!?!?! Bem,
essa barbudinho ao lado ao sarcófago faz bastante! Eu de shortinho azul com muchila nas costas em busca de alguma aventura também! Pow na van também? aí é sacanagem!!! Assim como na barraca de camping e fazendo pose entre os coqueiros. A mas recente é essa tipo tarzan . A imagem no meio do mar é do pôr do sol no meio da Baia de Guanabara... inesquecível...



terça-feira, maio 23, 2006
1900 e antigamente II ...
Doces e inesquecíveis lembranças de uma época que , infelizmente, não volta mais. Quer queira ou não, os anos se foram e em minha face o sorriso é um pouco diferente, pois as rugas teimam em querer aparecer, mesmo contra a minha vontade e esperança e numa proporção quase sem controle. Mas, apesar de tudo continuo vivendo feliz, como nestes lindos e encantadores momentos do passado- numa das praias semi-desertas da Ilha Grande, RJ - ou numa outra cachoeira na Serra do Rio de Janeiro (Magé). Contudo, a alegria sempre esteve, e torço para que esteja, presente um todos os instantes de minha nada mole vida. A grana é cada vez mais curta, o tempo é cada vez mais escasso, e os bens materiais me faltam, mas eu sou chato e teimo em querer continuar sorrindo para a vida assim mesmo, pois ela é linda. Declaro que desejo viver só 100 anos, depois disso talvez eu queira "descansar"





