Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Stock Car Rio - 2009






Sexta-feira, Setembro 11, 2009

11 de setembro...sempre!

Mas aí, pela manhã, observei que o sol voltaria a brilhar...as nuvens cinsas estavam se dissipando...não me preocupei muito com os ventos que "assobiavam" de todos os lados...o céu azul, sei, não será eterno.... mas enquanto o ar soprar em meus pulmões, sentirei o quão belo é o amanhecer...nada como um dia após o outro para nos trazer mais alegrias e vontades...e como é bom ter desejos e vontades...quando a noite chegar... tentarei lembrar que vivi mais um dia...e novamente... como é bom sentir a vida!

Sexta-feira, Agosto 14, 2009

Há ajustamento

Há ajustamento

Por Maurício de Oliveira

O ajustamento, nada mais seria do que o processo pelo qual tentamos nos moldar às situações que são impostas sejam elas desejadas ou não. No percurso que enfrentamos na busca pela nossa satisfação, no preenchimento do nosso vazio, ou na procura pela harmonia interior, deparamo-nos incontáveis vezes com momentos alegres e felizes, mas também com desgastantes e angustiantes situações. Sendo assim, o modo como nos adaptamos ou sofremos, é o que irá nos diferenciar dos demais.

A procura pela substituição dos prazeres que não poderíamos satisfazer, nos levaria a valorizar os que temos. Um exemplo disso seria quando nos encontrássemos despossuídos de valores financeiros para um passeio com a família, ou até uma simples comemoração íntima. Diante de tal quadro, em que por ventura nos sentiríamos obrigados a fazer algo para agradar a todos e conseqüentemente a nós mesmos, procuraríamos nos contentar com as lembranças dos momentos já vividos, ou se sonhos futuros que iríamos realizar, ou seja, ao depararmo-nos com problemas simples, passamos a acreditar que aquilo é momentâneo, é passageiro e que a crença e a esperança devem se manter inabaladas. Em muitas situações nem sempre o uso da razão se faria presente, deixando então que a emoção e o sentimentalismo falassem mais alto.

A vida do ser humano é cheia de contrastes, e acredito que ele não conseguiria viver sem seus problemas e suas barreiras pessoais ou sociais. Especulo que apenas os que não têm mais o prazer de se encontrar vivos neste mundo, é que não possuiriam mais problemas.

Como sujeito social, também possuo meus conflitos, os quais vez por outra me desgastam enormemente. Sinto-me fraco em muitas ocasiões e nem sempre os meus desejos - que poderíamos chamar de primários – seriam satisfeitos. Até aí tudo bem, pois não poderíamos realizar todos os nossos sonhos, contudo, há instantes em que o abatimento tomaria conta de mim, distanciando-me de minhas bases, lançando-me contra meus princípios de uso da razão, dentre outras coisas... liberando-me após alguns momentos de angústia.

A tentativa de acomodação nem sempre seria bem vinda, o que poderia nos levar a perdas emocionais muito grandes, e no combate direto, há um preço que nem sempre estaríamos dispostos a pagar. Com isso passaríamos então a nos satisfazermos como pudermos, todavia, como pessoas dotadas de subjetividades, nem sempre nos sentiríamos completos.

As alegrias que vivemos, e muitas outras que talvez nem saibamos precisar exatamente, também seriam compartilhadas com as muitas e muitas amizades que fariam parte de nossa existência, ou seja, aquelas com quem mais conviveríamos socialmente. Porém, as decepções também estariam atreladas a elas, assim como também em grande parte aos nossos amigos e familiares. Mas compreenderíamos que nosso meio social, os nossos entes queridos, nossos amigos e todos os outros, nos ajudariam a nos formar, a nos construir.

Acho que todos têm muito para viver e oferecer, inclusive para nós mesmos, e a convivência faz com que passemos a aprender e exigir melhor, seja dos outros ou de nós mesmos.

O tempo, a convivência e as exigências de nosso meio nos moldam, às vezes sem percebermos...

Segunda-feira, Maio 18, 2009

Fazendo barulho...


Aniversário do Felipe,

Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

Final de Natal de 2008 em Campos do Jordão

Inesquecível...
Memorável...Lembra do filme... Stand by Me... cuja tradução ficou Conta Comigo.... 
Sim é claro... faltaram alguns dos nossos grandes amigos, como o Galvão, O Cosme, o Duquinha, O Cláudio... e  outros... e se estivessem a felicidade seria ainda maior... mas valeu o passeio...Abraços em todos...














Quando estamos a passeio quase todos os lugares são fascinantes e encantadores mas na companhia dos que amamos, todos os momentos e situações tornan-se inesquecíveis... assim foi o final de Natal em Campos do Jordão... simplesmente inesquecível...










video
Cidade lindamente encantadora....
Seus restaurantes, cafés e chocolates....tudo perfeito...
A impressão é de se estar em outro país...
E como é de conhecimento geral.... não importa onde estamos  mais sim com quem...e nesse caso estava com grandes amigos, o que tornou o momento ainda mais encantador...

Quarta-feira, Novembro 26, 2008

Top Five Carnival Destination

Top Five Carnival Destination
By Maurício de Oliveira
Recife & Olinda
Localized in the Northeast of Brazil, Recife is the capital city of state Pernambuco, and Olinda had been the first capital. In the beginning of the Portuguese Colonization Period they had been important cities, because it was through their ports that our sugar production was shipped to supply almost the whole of Europe. But a lot of things changed when the Royal Family moved to Brazil and choose Rio de Janeiro to be the new capital city of the Portuguese Kingdom. Salvador was the first Brazilian capital city and it is relatively nearly to Recife and Olinda.
The best weather to visit these cities is in the Summer, between December and March, however it is during the Carnival – in February – that the whole year for the big shows and events that everyone wait.
During the Carnival the routine of its inhabitants changes completely. On first day of the Carnival, Saturday morning, in Recife, more than 1 million people follow a biggest Carnival block of the world - “Galo da Madrugada” (Morning Cock) – and you can follow without paying anything – in Salvador city you have to pay a lot of money to follow the “Trio Elétricos” (Electric trucks)- the sensation is simply indescribable. In Recife and Olinda you have the other tipical dances such the “maracatu” and “frevo”, both are beautiful.
The typical dance “frevo” completed one century last year and was proclaimed Cultural Patrimony with a big party and many artists and local politicians.
In the old downtown you can walk over some bridges that link with other parts of the city. In Recife you can participate in the different street Carnivals, mainly at might because during the day almost everyone goes to the beach.
In Olinda, the Carnival is like in Recife but the infrastructure is very different. Almost everything happens in the old downtown, where there aren’t big builds but old big houses. The streets are small and everybody stays together to spend the Carnival without problems or confusion like a big party, where happiness and pleasure can be seen in almost every face, all day and night.
The best time is when “the Olinda Giants Toys” (Bonecos Gigantes de Olinda) start to walk and dance between the people, they are simply incredible and show some local personality. Everybody dances like crazy. It’s beautiful and unforgettable.
Pay attention:
Take care on the beach, because there were already some shark attacks on surfers, mainly on Boa Viagem, the most famous beach.

Segunda-feira, Novembro 24, 2008

Aniversário do Ricardo




Niver do Ricardo...
Show de bola....
Um verdadeiro encontro de pessoas inteligentes e pensantes...

Quinta-feira, Setembro 11, 2008

Feliz Aniversário!!!!!!

11 de setembro
Parabéns pra você...
 nessa data querida...
muitas felicidades...
muitos anos de vida...ÊÊÊÊÊÊÊÊ
Certas datas devem ser comemoradas com toda a alegria possível...
...como se não pudêssemos comemorá-la mais...
Pois não sabemos  o que nos espera o minuto seguinte... então... este que vivemos se torna o mais importante de todos...

Quinta-feira, Julho 03, 2008

Um recado para você....

Falamos sobre tantas coisas no último telefonema, que acabei esquecendo de te dar um recado... me liga...


Quarta-feira, Maio 21, 2008

História e História Oral...

Todo o trabalho - quase trinta folhas -está hospedado num HD virtual. Para visualizá-lo , ou baixá-lo, é só clicar na linha a seguir.... Para ter certeza do conteúdo, observe no canto inferior esquerda se será direcionado para o BOX.NET V

Aniversário do Paulo - UERJ

Sou o tipo de cara que acredita que os momentos felizes devem ser lembrados sempre....toda essa galera fez e faz parte da minha história. Gosto muito, muito deles. Beijos e abraços em todos.



Quinta-feira, Abril 17, 2008

Pedra Bonita........Show de bola!!!!

Quinta-feira, Abril 03, 2008

Carnaval 2008 Beija-Flor >>Bi-Campeã

Momentos mágicos, lindos, encantadores,

Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008

Festa de Final de Ano!!!!! Fogos e alegria para o novo ano!!!!

Fogos em Copacabana + Árvore da Lagoa





Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

MaurÛicio, o puro!

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Terça-feira, Setembro 11, 2007

Iha Grande

No caminho eu pensei:"tomara que eu consiga lugar da barca, pois pegar aquele veleiro vai ser f..."! Pois é, não adiantou chegar cedo, todos chegaram mais ainda... tive que pegar o "teco teco" o qual havia dito que não pegaria mais... O dia estava lindo... o mar calmo... a temperatura boa, então aproveitando o clima propício, pois estava de bom humor... dei uma "ideía no piloto", e ele deixou eu guiar o barco por alguns segundo... só eu mesmo....
As pessoas me olhavam desesperadas e pensavam: Pô, esse troço aqui já está quase afundando e esse maluco ainda pede pra guiar.... esse negócio vai virar! Mas a alegria, que mais parecia de uma criança, contagiou a todos e ficaram apreciando a paisagem... e sinceramente, não me preocupei com o que as pessoas estavam a pensar... eu estava bem, muito bem...
A chegada foi engraçada, pois a impressão que tive foi que todos já haviam partido para os passeios de barco que muitos oferecem para pontos específicos da ilha, e era verdade... centenas já haviam partido...














Mas enfim... cheguei...
A paisagem
Cartão Postal
Bem, já havia estado na Ilha algumas vezes, mas sempre nos encantamos com a beleza... o lugar é maravilhoso...Estou indo em direção a ..., bem, procurarei não falar o nome das praias, basta saber que todas tem seu charme, encanto e particularidade... peguei uma trilha e fiquei apreciando a paisagem... olha que coisa mais linda...



As águas transparentes eram um convite ao mergulho
vou chegar lá...
gente...tudo é muito lindo, não importa quantas vezes você já tenha visto, irás semrpe achar belo...
Gente bonita
Como todo lugar bonito, as pessoas também são belas...
Tudo parecia perfeito, sol, calor, àgua transparente, mulheres fazendo top-less, tudo completava a paisagem...a alegria em meu coração me fazia sorrir e contemplar todas aquelas belezas...




Macaquinhos
Não conseguí resistir e alimentei muitos miquinhos que surgiram no meio da trilha... já estavam tão acostumados com a presença do homem, que não se incomodavam com nada... alías, faço uma observação, eles eram malandros... não gostavam de comida "industrializada", tipo biscoito, ou pão, pois havia um grupo que ofereceu isso a eles, quando eu mostrei bananas, os bichos quase voaram pra cima do alimento...









Encontro maravilhoso
De repente estão diante de mim, três sereias em suas formas humanas...
uma mais bela que a outra, alías seus sorrisos eram hipnotizantes... elas eram minhas colegas da faculdade... se eu tivesse marcado, talvez não as tivesse encontrado, foi muito, muito bom mesmo tê-las visto... o dia ficou ainda mais belo depois do encontro...



















Trilha, muita trilha, alías, o que não falta são elas...pena não dispor de tempo suficiente para explorá-las...


Uma das partes que mais me divertí, foi no mergulho. A vista é tão bonita quanto... aqueles peixes coloridos... aquelas barbatanas... as estrelas do mar... tudo era maravilhosamente encantador...




Às vezes ficamos tristes em partir de um paraíso desses, lembramos das coisas belas, dos momentos sublimes, dos sorrisos, alegrias e por aí vai... passamos a sofrer por antecipação, em lembrar que os dias seguintes não serão mais de diversão e lazer... que tudo vai voltar... os deveres, as responsabilidades, os compromissos e por aí segue...Mas vos digo que vale a pena experimentar tal prazer... a sensação de estar lá, a beleza do lugar, a simplicidade com que se pode ficar encantado... e além do mais... temos que aproveitar enquanto estamos vivos. Existem pessoas que esperam para aproveitar o lado bom da vida quando conquistarem algo, esperam por um acontecimento mágico que lhes faça mudar de vida, ganhar grana, para depois se divertir, ter prazer, alegrias e viver feliz. Vos falo que as pessoas são diferentes, todos sabem... mas quando a felicidade está dentro da gente... tudo fica mais fácil...mesmo com pouca grana...
É isso aí...

Quarta-feira, Agosto 29, 2007

Veja meu Slide Show!

Aventuras na Pedra do Sino - Teresópolis RJ






Normalmente só gostamos de contar as vitórias, mesmo porque, são elas que nos dão prazer, as quais gostamos mais de lembrar e divulgar para os quatro cantos do mundo. Todavia, a vida não é feita apenas de momentos alegres e felizes. Quando iniciamos uma jornada, imaginamos a quão prazerosa ela pode ser, e até pensamos nas dificuldades e problemas, mas como de costume, só vislumbramos o final do percurso, o prazer alcançado e sentido, todo o sofrimento some diante do clímax. Mas que mal há nisso? Aliás, o que vem a ser bom ou ruim? Bem ou mal?
Afinal de contas, nós somos ou não os roteiristas de nossa história pessoal.
Publicamo-la como desejamos e temos vontade, e como redatores da história, o que vem a ser verdade ou não pertence ao nosso ponto de vista. Nós é que valorizamos ou subavaliamos o que gostamos e sentimos, ou seja, o que vem a ser importante para nós mesmos. Vez por outra somos obrigados a admitir “imperfeições”, mas o que seriam estas? O que é tido como parâmetro para se chegar a isso?
A felicidade é construída de pequenas alegrias, sinta-as e viverás feliz.
Como em muitas ocasiões, já comentei, não adianta estar diante de algo maravilhoso e encantador. É necessário primeiro que saiba reconhecer em seu coração, o que vem a ser isso.
As pessoas são diferentes e as percepções assim as são...

























































































































































































































































































































































































Terça-feira, Agosto 28, 2007

Trilha/escalada à Pedra do Sino- Teresópolis - RJ

Momento marcante na subida da Pedra do Sino, na Serra dos Órgãos - Teresópolis - bem acima do Dedo de Deus... Não vou dizer que foi fácil... ainda mais para um cara um pouco sedentário como eu... Foram momento difíceis , mas... prazerosos... e como um grande camarada (Ricardo)meu disse:"... as coisas gostosas e prazerosas tão uma tremedeira nas pernas..."

Em dexistir não pensei, mas me perguntava o que realmente estava fazendo lá ?

Passei (passamos) por privações, dificuldades, calor, frio, muuuito frio! saudades do conforto e aconchego do lar, da companhia de outras pessoas que talvez deseja-se que estivesse lá, além do desgaste físico e mental...

Era só aventura, o gosto de algo diferente... realização de um sonho de criança... ou de "adulto"? desejo de superar os próprios limites? prazer pelo prazer? vontade de provar pra todo mundo ... eu também posso fazer isso!!! ou será pra mim mesmo? a quem eu queria agradar, satisfazer? a quem se não a mim mesmo? ao meu própio ego?

As imagens podem mostrar algo vivido e esperimentado, contudo, a emoção, por mais que tente demonstrar, pertence a aquele momento e instante... outros virão, melhores ou piores, todavia, aquele foi único! Estar lá, viver tudo aquilo foi uma experiência magnánima! encantadora!

Houveram instantem - claro, não estão nestas imagens - que fui a exaustão, ao cansaço extremo. A companhia dos camaradas Ângelo e Ricardo foram excepcionais... cada um ajudando e apoiando o outro... todos buscávamos algo... espero que todos tenham encontrado...

Continuo a pensar sobre as limitações do ser humano... acho que nunca vou parar...

Vivo e continuo a viver sobre "certas" limitações econômico-financeiras, porém, o sorriso é enorme e não se abala com facilidade. Acho que gosto mais de mim agora do que antes... e logo eu, que já era um pouco nascisista ... apesar de todas as coisas... passei a gostar mais ainda ... Mas me controlo, aliás, isso é mais do que necessário...

Viva o momento presente, viva as alegrias e emoções...

video

Sexta-feira, Agosto 17, 2007

Resenha de República-Pós em História do Brasil




Pós- graduação Lato Sensu em História do Brasil

Maurício de Oliveira

Turma 2007

Módulo República


CARVALHO, José Murilo de – A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 1990.





Nos bastidores do início da República

Maurício de Oliveira


CARVALHO, José Murilo de – A formação das almas: o imaginário da República no Brasil / José Murilo de Carvalho - São Paulo: Companhia das Letras, 1990. 166 pág.






O início da República no Brasil – assim como fora o início do Império – é notadamente marcado pela ausência de um movimento popular revolucionário, ainda mais quando tomado como parâmetro, expressivos acontecimentos em outros países, principalmente os dois grandes ícones do momento, quer seja, a Independência Americana, com seu modelo de República, em menor escala, e a grande Revolução Francesa, a qual fora ostentada como exemplo a ser seguido. Neste contexto, o autor busca ir mais longe, com intuito de demonstrar que a busca de legitimação de tal regime, aconteceu de inúmeras formas, sejam elas através de defesas ideológicas, símbolos, monumentos, hinos, e por aí segue... Tudo na tentativa de atingir o imaginário da nação.
Para tanto, José Murilo de Carvalho – doutor em ciência política pela Universidade de Stanford, renomado e conceituado historiador, já tendo atuado em algumas prestigiadas universidades européias, e que atualmente leciona na Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, além de possuidor de um estilo singular na conduta, pesquisa, aprimoramento e publicação de suas obras, o qual já havia nos agraciado com uma excelente obra a respeito, digo: Os bestializados: O Rio de Janeiro que não foi – nos apresenta, “A formação das Almas: o imaginário da República no Brasil”.
Além destas, o autor já publicara: Teatro de Sombras, A Construção da Ordem, Desenvolvimento de la ciudadanía en Brasil, além de inúmeras entrevistas e artigos, dentre os quais, menciono um exposto no jornal O Globo de 16/12/1999, pág.7, intitulado – Como escrever a tese certa e vencer – referindo-se a determinadas “orientações” a um hipotético doutorando, com o intuito de ajudar a descobrir o caminho das pedras, porém, segundo ele mesmo, sem garantia de êxito, mas mais do que válido para o iniciante, no qual se mostrou marcante. Este professor, com mais de 35 anos de carreira, mostra vitalidade e sutileza no trato com a História, principalmente o período em questão.
Em “A formação das almas”, Carvalho debruçasse sobre uma questão pendente em obra anteriormente publicada sobre a implantação da república. E especulo que a inspiração para desenvolver tal obra, poderia ter surgido diante do momento turbulento que passara o Brasil, com a primeira eleição direta para presidente após longo período de autoritarismo. As massas foram para as ruas, mas o eleito fora o “Caçador de marajás”, imagem mítica, criada no imaginário popular.
José Murilo questiona-se sobre a intenção de envolver a massa nessa discussão, (a República) para que esta a encampe, sinta-se envolvida no novo momento político que hora se mostrava. Nesse intuito, analisa mais que a ausência do povo durante a parada militar que a proclamara, tenta reconstruir o momento anterior e posterior – os bastidores – do imaginário de todas as partes, quer seja a elite letrada, as correntes ideológicas ou os militares. Traz-nos novas reflexões a respeito, levantando dados, mencionando movimentos partidários, ideologias vigentes, correntes filosóficas e quase que religiosas, os caminhos seguidos e a dificuldade da transposição de idéias de outros países para as particularidades do nosso, etc.
O objetivo central de José Murilo de Carvalho nesta obra, fora a tentativa de suplantar as visões de República para a sociedade além da elite, assim como a batalha pelo imaginário popular. Segundo ele, isto se daria, ou fora tentado, através de códigos de comunicação mais acessíveis a um público com baixa educação formal, que segundo aponta, teria de ser feita “mediante sinais mais universais, de leitura mais fácil, como as imagens, as alegorias, os símbolos, os mitos”, etc. Todavia, questiono se seriam estes realmente mais fáceis de serem interpretados. Acredito que não! E o próprio autor também reconhece a inexeqüível tarefa.
Para demonstrar a importância dos símbolos, rituais, mitos e hinos na formação do imaginário social, influenciando assim “poderosamente na formação das almas”, Carvalho faz uso constante de citações destes, durante a Revolução Francesa, contudo, como reconhece em sua conclusão, a sociedade francesa – e a parisiense em especial – era bem diferente da carioca, ou a brasileira. Pois para tornar legítima a República proclamada, teria de se construir nova origens, símbolos ou mitos que unissem todo o país, algo que a monarquia possuía na imagem do Imperador.
Em certo momento menciona, aliás, busca explicar, com intervenções concisas, relatos e explanações, o poder da figura feminina para representar a República – na França – e toda a simbologia criada, e um tipo de misticismo religioso em volta de tal figura. Isto como uma introdução para demonstrar como os republicanos brasileiros – principalmente os que se espelhavam no país europeu como modelo de república – possuíam uma vasta “bagagem” quando se tratava do uso de imagens e símbolos para representar o movimento político que buscava se concretizar, solidificar no início do período republicano no Brasil. Contudo, a caracterização, como o autor lembra da figura emblemática feminina no Brasil, não surtira o efeito desejado.
No desenvolvimento do livro, o uso constante da França para demonstrar a importância da simbologia, às vezes, torna-se exageradamente “maçante”, mas não deixa de ter sua importância, mesmo que por ocasiões, confunda-se de qual país deseja-se demonstrar a formação das almas.
A vasta bibliografia e a consulta de inúmeras fontes, aliado a uma quantidade significativa de colaboradores, demonstram o fôlego impactante de José Murilo de Carvalho para a escrita de “A formação das almas”, assim como uma base significativa para a defesa de tal ponto de vista.
Com referência ao modelo estilístico seguido para a confecção do livro, com “notas de fim de texto”, muito em uso por sinal, por mais que muitos achem esteticamente mais apresentáveis, considero como uma espécie de quebra de leitura, pois na maioria das vezes, o leitor não gostaria de mudar de página para saber o que diz tal nota ou referência, sendo assim, a “nota de pé de pagina”, como instrumento elucidador/informativo/complementar seria um recurso mais proveitoso.
No tocante ao título: “A formação das almas”, acho-o instigante/estimulante e porque não dizer tentador, porem, às vezes poderia passar a impressão que irá desenvolver outro assunto, que não a batalha para a implantação e consolidação da república. Quando li, nas orelhas do livro, como o autor desenvolveria tal tema, imediatamente associei-o ao “Processo Civilizador” de Norbert Elias, no qual descreve o surgimento de certos conceitos e a transformação de outros. Também lembrei de Marilena Chauí, em “Brasil, mito fundador...”, mas o assunto fora outro.
Enfim, a construção de um ideal de nação, através da formação da alma, do pensamento, do sentimento de um povo, é algo que deve ser forjado com mitos, mas também com fatos e personagens reais. A verdade histórica, por vezes construída, buscada e almejada por todo historiador, é algo que nem sempre se consegue explicar, quiçá aceitar e compreender.
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Segunda-feira, Junho 18, 2007

Imagens do meu Rio de Janeiro, com o Mauricinho de quebra...

Sempre que subimos ao Corcovodo e estamos aos pés do Cristo Redentor nos deslumbramos com imaagens lindamente encantadoras... Ves por outra esquecemos que vivemos em um lugar maravilhoso , pois os distúrbios teimam em querer apagar o brilho de tão encantador lugar... Eu vos digo: A vista de lá é muito LINDA!!!!!!!

























































































































































































































































































































































































Sexta-feira, Maio 11, 2007

Resenha de Império - UFF

Pós- graduação Lato Sensu em História do Brasil

Maurício de Oliveira

Turma 2007

Módulo Império

PIÑEIRO, Théo Lobarinhas – Crise e resistência no escravismo colonial: os últimos anos da escravidão na província do Rio de Janeiro, Passo Fundo, UPF, 2002.

A Resistência escrava no Brasil Império

Maurício de Oliveira

PIÑEIRO, Théo Lobarinhas – Crise e resistência no escravismo colonial: os últimos anos da escravidão na província do Rio de Janeiro/ Théo Lobarinhas Piñeiro – Passo Fundo: UPF, 2002. 168 pág. (Malungo:2)

Théo Lobarinhas Piñeiro faz parte da nova e talentosa safra de grandes historiadores surgidos no encalço da abertura política brasileira. É contemporâneo de mudanças singulares que varreram o Mundo, e em particular o Brasil, com movimentos populares ímpares e uma constante transformação democrática. Pertence à Direção da Associação Brasileira de Pesquisas em História Econômica e atualmente é professor adjunto na conceituada Universidade Federal Fluminense, onde fez sua graduação (1982), defendeu sua tese de mestrado (1989), e doutorado em história (2002), possuindo vasto conhecimento e experiência nesta área, com ênfase em História do Brasil.

Crise e resistência no escravismo colonial, que fora sua tese de mestrado, foi publicado muitos anos após sua defesa – 13 anos - , e como o próprio apresentador de sua obra – Mário Maestri – diz: “como os homens, os livros envelhecem, contudo, não fora o caso deste”. Todavia, talvez a inspiração para a pesquisa e desenvolvimento de tal tese, tenha surgido diante de percepção do movimento popular e clima existente em sua época – como as diretas já, o Plano Cruzado, o descontentamento com inúmeras greves e passeatas, a hiper-inflação, e a própria aproximação com o clima eleitoral para presidente após o período ditatorial. Talvez Théo tenha feito uma conexão do movimento popular que ora tivesse tido acesso ou presenciara, com a luta e resistência do cativo na busca de sua liberdade, respeitando-se aí as devidas particularidades.

Tal publicação insere-se na historiografia com a intenção de mostrar que os cativos, ao sublevarem-se e resistirem da maneira que lhes era possível, também contribuíram para pressionar pelo fim do escravismo. E que não foram, como contumasmente são mencionados, meros e simples expectadores dos acontecimentos históricos. Para tanto, Théo busca traçar uma linha de pensamento pautado na importância da luta e resistência dos trabalhadores escravizados levando em consideração não à subtração de qualquer participação ou importância para o fim do escravismo, mas sobretudo insere o movimento de resistência no contexto histórico ao lado de outros fatores que comumente são retratados como relevantes, quando se deseja compreender a extinção do trabalho escravo em uma sociedade em ebulição, como a brasileira.

Crise e resistência do escravismo colonial, retrata os acontecimentos percebidos na última década antes do fim da escravidão, tomando como exemplo alguns municípios do então rico Vale do Paraíba Fluminense, em especial os de Valença e Vassouras. Fazendo um recorte e expondo-os como o que talvez também tivesse ocorrido no imenso Brasil rural da época.

Nas primeiras partes da obra ficam claros os ambientes, regiões e épocas que serviram como focos do estudo, todavia, o título estampado na capa poderia induzir a uma abordagem mais ampla, como por exemplo às turbulências e particularidades no Recôncavo Baiano, assim como na diversa região mineradora das Minas, ou os movimentos pernambucanos, como também em inúmeros outros locais importantes em que a resistência à escravidão sempre existira. Entretanto, a abordagem das formas e maneiras que os subjugados se utilizavam, como as fugas e rebeliões, facilmente poderiam ser abordadas em quaisquer desses contextos. Vale lembrar apenas as particularidades das regiões cafeeiras.

No decorrer do debate sobre o fim da escravidão, assim como na desmistificação da Lei de 13 de maio de 1888, nos desdobramentos do processo gradual do escravismo, no movimento abolicionista, além dos problemas enfrentados pela Coroa em manter a unidade e a ordem, Théo busca contextualizar os movimentos de resistência, sugerindo uma releitura sobre a relação luta escrava versus fim da escravidão, pois a crise do escravismo seria estrutural, considerando que na organização e dinâmica da produção escravista estariam intrínseco elementos que explicariam a sua própria desagregação. Isto em si, justificaria a ênfase nesta outra abordagem, a qual vai de encontro com visões amplamente difundidas, como a de que a abolição da escravatura teria sido um negócio de “brancos”, ou teria ocorrido em função do simples desenvolvimento do capitalismo internacional. Lobarinhas, embora reconheça os desdobramentos do desenvolvimento industrial e capitalista, o contexto histórico internacional, e inúmeros outros fatores, lembra que mesmo em obras que sugerem análises e sugestões no sentido de entender a superação do escravismo colonial como fenômeno estrutural, estes em quase sua totalidade, deixam de considerar o papel do cativo nesse processo.

Théo Lobarinhas Piñeiro cita vários autores que fizeram da presença negra em nossa sociedade uma vertente em seus estudos, dentre os quais Emília Viotti, José Murilo de Carvalho, Mário Maestri, Gorender e Ciro Garcia, estes últimos lembrados marcadamente nesta obra. Porém, todos, assim como inúmeros outros autores, também lembram em suas obras sobre a História do Brasil, a manutenção da escravidão como um dos pontos centrais que tenderiam em favor da escolha pelo “modelo” de império que se desejava e sua sustentação. Ou seja, a perpetuação da escravidão era mais do que uma opção, quem sabe o único caminho para manutenção da “ordem”. Diante disso, torna-se incontestável o estudo da escravidão para se compreender os movimentos ocorridos durante o Império Brasileiro. Suas revoltas, o custo de manutenção de tal sistema, a “opção pela extinção” de modo brando da escravatura e até a sua “ruptura” através da Lei de 13 de maio.

A Lei do Ventre Livre em 1871, teria sido a opção encontrada para o desenlace lento, gradual e seguro da escravidão, inclusive com eventual indenização pela perda do escravo – que não ocorreu -, que aliás em muitos casos era o principal ativo de muitos fazendeiros. Pois diante da crise que se arrastara desde o fim do tráfico negreiro, ou segundo outra ótica muito antes da nossa independência, poderia culminar em algo aterrorizador para a sociedade escravocrata e tão hierarquizada da época, pois se deveria agir sobremaneira para que as mudanças – que eram inevitáveis – não viessem através de qualquer movimento revolucionário, ou quem sabe uma própria guerra civil, pois o pesadelo haitiano, por mais longe que tenha sido, e distante da realidade brasileira, fora real.

Lobarinhas reconhece que a abordagem do tema em foco apresenta certos empecilhos quanto á obtenção e crítica de dados. Pois usa como fontes para sua sustentação os jornais da época, pouco pelo dizem e mais pelo que tentam omitir, relatórios de presidentes da província do Rio de Janeiro, chefes de polícia, inventários das fazendas, registros de cartórios, assim como outros pesquisados no Arquivo Nacional. Lembra que em muitos casos as documentações disponíveis foram produzidas por proprietários de escravos ou grupos a eles ligados, e cita a necessidade de compreender como se dava a sociedade escravocrata altamente explosiva de então, com suas dinâmicas, modo de produção, leis e tendências. Faz um esboço da “empresa escravocrata”, a dependência de uma mão-de-obra cativa, um pequeno histórico da oscilação do preço do produto a ser exportado (que nesse caso era o café), o preço pego ao fazendeiro e no porto, a dependência do mercado externo, a busca de rentabilidade da fazenda escravista e o custo da mão-de-obra. Contudo, o uso de inúmeras tabelas e quadros como anexos são muito menos explorados do que se estivessem sendo decodificados e discutidos no meio dos textos, pois dificultam um pouco a visualização imediata, mas são uma fonte mais do que importantes.

Théo analisa qual é o papel da resistência escrava como elemento também estrutural, que tendeu a acelerar o processo crítico e como influenciara nas relações de reprodução escravista. Consegue retratar com uma proximidade satisfatória, um mundo rural altamente sintonizado com o urbano, no qual estão presentes os movimentos abolicionistas, a preocupação dos senhores escravistas e dos demais libertos com a iminência do fim da escravidão, os relatos e receios das forças públicas e particulares responsáveis pela segurança, o número exorbitantemente desordenado de alforrias, e a preocupação crescente que faziam suscitar os temores e o pânico. Enfim, consegue demonstrar, reconstruindo e nos transportando, o clima existente na região cafeeira do Vale do Paraíba Fluminense, principalmente nos últimos momentos que antecedem a assinatura da Lei Áurea.

Crise e resistência no escravismo colonial nos leva a concluir que a questão da resistência escrava encontra certo respaldo, no que contribuiu para o fim da escravidão a luta do cativo. Principalmente quando se observa o aumento das alforrias e a qualidade destas, pois colocara em cheque um dos pilares de sustentação do sistema. Não que deseje justificar que o fim do escravismo foi através da luta do escravo, mas trazer à luz de nossos olhos, idéias e pensamentos que nos levem a observar também essa outra linha de pensamento.

Domingo, Fevereiro 11, 2007

O Homem do Saco!!!!

Caramba, lembram da lenda do Homem do Saco! Pois é , eu sou uma versão...rsrsrsrs Sendo que este está cheio de gelo.... Em plena Praia da Barra da Tijuca, meio de semana, dezembro de 2006...
Pura lenda....
Haja bebida pra gelar e e disposição pra beber... Bem, o calor? até que ajudou...
Abraços pra Tiara e o Ricardo.

Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

Arara Azul !!!!!


O fascínio que esta ave exerce sobre qualquer um, às vezes , tentamos explicar com palavras, mas a alegria de poder tacá-la, acariciá-la e sentí-la caminhar em seu braço , com tal exuberância e beleza nem sempre conseguimos.


































Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

Será/ que eu vou ser o dono dessa festa/ um rei/ no meio dessa gente tão modesta/ eu vim descendo a serra / cheio de euforia para desfilar/o mundo inteiro espera/ hoje é dia do riso chorar...
Vivemos em uma terra de contrastes, em que se confundem bondade e respeito, como sendo algo de uma pessoa boba e ingênua, e por conseguinte não desejável. Num Mundo que se percebe cada vez mais corrido, em que ninguém tem tempo para nada, e que os próprios vizinhos mal se falam, e que nos trancamos na "segurança" de nosso lar, ao mesmo tempo pode ser notado que passamos a trocar confidências com estranhos através da internet, numa fuga ou busca incessante por algo que não se sabe o quê. Nisso os valores se alteram, se modificam com uma fluidez que vez por outra não conseguimos acompanhar .
A vida real se difere da desejável ou a sonhada nos contos de fada da infância. E o que se percebe é o Mundo do Capital, do dinheiro, do poder de compra, contudo, também o da solidão e do isolamento. Se eu compro eu existo, e isso é o que seria o mais importante, e divulgado com tanta naturalidade que se notam bruscas mudanças no comportamento tornando-se uma verdade indiscutível, a qual já estaria virando um consenso.
Junto a tudo isso, a banalização da violência nos afugenta das ruas , e torna algo abominável em cotidiano, e lev o medo a nos afastarmos cada vez mais da simplicidade e do aconchego das calçadas, e da intensidade do bate papo olho no olho, que outrora fora apontado como tão importante para uma sociedade sadía e feliz.

Quarta-feira, Novembro 29, 2006

Resenha do livro de Schwartz, Stuart B



UFF - Universidade Federal Fluminense
Pós- graduação Lato Sensu em História do Brasil

Maurício de Oliveira

Turma 2007

Módulo Colônia


SCHWARTZ, Stuart B – Segredos Internos: Engenhos e Escravos na Sociedade Colonial, São Paulo, Companhia das Letras, 1995.





A Bahia como espelho do Brasil Colônia

Maurício de Oliveira


SHWARTZ, Stuart B – Segredos Internos : engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835 / Stuart B. Schwartz; tradução Laura Teixeira Motta. – São Paulo : Companhia das Letras, 1988. 474 pág.





Stuart B. Schwartz, famoso historiador estadunidense, conhecido como um brasilianista de renome, PhD pela Columbia University e professor titular na Yale University, marcou mais uma vez sua assinatura no universo de estudos sobre a História do Brasil Colônia com os “Segredos Internos: Engenhos e escravos na sociedade colonial”, título dado à sua obra Sugar plantations in the formation of Brazilian Society, Bahia, 1550-1835 , por Laura Teixeira Motta.
Segredos Internos foi um dos muitos trabalhos publicados pelo autor , contudo, este desejou marcar literalmente a historiografia brasileira ao vislumbrar e detalhar o contexto de uma nova e profunda visão sobre assuntos que vez por outra esbarram em consensos, como o cotidiano na colônia, as relações de poder entre senhores, lavradores e escravos, a metrópole e seu domínio em terras americanas, a formação da sociedade baiana e por conseguinte a brasileira, o uso e substituição da mão-de-obra escrava indígena pela africana, a importância dos engenhos e do açúcar como instrumentos de desenvolvimento para Salvador e na extensa e fértil região do Recôncavo baiano, as aspirações de uma classe senhorial mal vista pela Coroa portuguesa e subjugada a preconceitos pelos residentes em Portugal, e os conflitos e frustrações dos cativos , entre muitas outras coisas.
Schwartz se mostra recatado, e reconhece a dificuldade de compreender determinados conceitos e modos de se perceber vigentes no contexto brasileiro, pois não sendo um nativo, demorara a observar sentidos e significados, e nem sempre os consegue deduzir, talvez isso faça com que sua obra tenha tanto valor e abrangência e seja reconhecida como quase um clássico por muitos autores, servindo para críticas de uns e aclamada por outros, em função deste ser um olhar de um estrangeiro a falar sobre nossa história – e com propriedade – o que pode nos causar certa repulsa e de outra forma para alguns até estranheza. Contudo, ele não seria o primeiro escritor não nascido no Brasil a falar sobre nosso passado, aliais, muito pelo contrário, é de conhecimento geral que após a independência do nosso país foi promovido um concurso para saber como contar a história do país que “acabara de nascer”, e o vencedor fora um estrangeiro e posteriormente quem a escreveu também o foi. Entretanto, a busca de isenção é uma marca no caso deste escritor contemporâneo nascido nos Estados Unidos.
Segredos Internos nos leva a uma viagem no tempo e no espaço, com uma linguagem simples e momentos de suavidade, porém forte e profunda, vez por outra beirando às de um romance, nos remete de forma quase que didática ao período anterior à formação do Brasil colônia, num verdadeiro mergulho no doce sabor do açúcar e sua importância no mediterrâneo, onde teve início o aprimoramento das técnicas dos engenhos e posteriormente a sua utilização nas ilhas atlânticas da costa africana, aonde chegaram pela expansão marítima ibérica, que levou a cultura da cana para outros lugares no século xv. Foi inclusive lá que os portugueses iniciaram a expansão do seu império, e o uso mais intensivo de mão-de-obra escrava africana, fazendo com que desde muito tempo houvesse a associação entre a indústria açucareira e a escravidão, sobretudo a proveniente da África. Também teve início nestas ilhas o sistema de capitanias e posteriormente até a tentativa de “embranquecer” a população, algo que iria ser também experimentado – sem sucesso – em terras brasileiras. Para muitos autores tudo o que acontecera antes do Brasil, servira como um aperitivo, um experimento que seria levado mais a sério no novo mundo descoberto, mesmo que isso não fosse premeditado.
O uso do cultivo da cana como método para iniciar o povoamento de suas novas colônias é comentado por Schwartz como uma das formas encontradas pela Coroa portuguesa de expandir o seu império, haja vista as dificuldades encontradas pelos lusos no oriente. E este autor nos faz lembrar que no Brasil, Pernambuco já despontava como um grande pólo açucareiro, todavia , a cidade da Bahia (Salvador) fora fundada em 1549, como capital da colônia , e a qual usará a força do açúcar como grande mola propulsora para o seu desenvolvimento e concomitantemente o restante da região do Recôncavo. Pois os engenhos eram como fábricas/indústrias com suas peculiaridades, incertezas, dificuldades de ganhos e possibilidades de ascensão, todavia de uma complexidade muita além da simples moenda de cana e do fabrico do açúcar, pois toda a estrutura de uma sociedade dinâmica, porém agrária, estava presente. Senhores de engenhos, lavradores, escravos, comerciantes, divisões “especializadas” do trabalho, instituições religiosas, instituições de crédito, atividades relacionadas com o porto e as embarcações, além das câmaras municipais, o governo da província, as relações com a metrópole e o restante da Europa, as Leis, os Impostos e por aí segue...
Para Schwartz – que usa como fontes vários registros dos engenhos, anotações de outros pesquisadores como Antonil, a historiadora Rae Flory e o pintor Franz Post, e que admiravelmente faz uso de pensamentos de tão diversos ícones como: Adam Smith, Karl Marx e Engels, não esquecendo de outras dezenas e dezenas de autores e pesquisadores lidos, de causar inveja e de impressionar a qualquer um – a estrutura da sociedade brasileira, e em especial a baiana, tendo como alicerce a mão de obra escrava, fez com que esta se desenvolve-se de forma peculiar. E para explicar ele perpassa o encontro de mundos tão diversos como o indígena e o europeu, e depois a “preferência” pela escravidão africana e seu uso intensivo nos engenhos de açúcar, além de nos lembrar a luta desta com sublevações e resistências na tentativa de busca pela liberdade, com uma paixão e conhecimento, que vez por outra se torna uma descrição de detalhes que em certos instantes pode ser enxergada como uma historiografia narrativa descritiva, um pouco longe de conteúdos ou comentários críticos, mas que nos fazem estar “presentes” em cada momento do acontecido. Sejam eles as reuniões dos poderosos produtores e senhores de engenho, com seus Status e patentes, os questionamentos e tentativas de interferência das Ordens Religiosas, o apadrinhamento nas câmaras municipais, a constituição das milícias ou as desordens causadas pelas insurreições dos cativos, causando pânico em certas vilas.
Em Segredos Internos, Stuart Schwartz labuta sobre leis e impostos da época, registros civis, escrituras oficiais, anotações de engenhos, livros contábeis, registros de imóveis, tipos e valores correspondentes a moedas, medidas e pesos, dentre uma vastidão de fontes, as quais são estudadas com afinco para que ao transpassa-las não levem a raciocínios tendenciosos e que ocasionalmente já trazem consigo embutidas (ou explicitados) certos pensamentos ou acontecimentos. Para isso procura mergulhar em um contexto adverso, na tentativa de dominar um pensamento existente em outra época, construído diante das circunstâncias que hoje não existem mais, numa tentativa de reviver algo não vivido e extremamente complexo. E insisti em renegar o declínio que temos em construir o passado por meio de nossos pensamentos atuais, os quais tendenciam todo e qualquer escrito, pois somos sujeitos e parte do nosso tempo e lugar, acostumados com nossas visões e pensamentos (outrora construídos) baseados no nosso modo de ver, deduzir e mensurar, e acordo com nossos pontos de vista, subjugados por nossa ótica e experiência.
Nesta obra, pode ser notada também uma presença constante de citações ou estudos feitos por outros autores, o caso de Antonil é um deles, pois este visitou a época, alguns engenhos no período de seus funcionamentos e foi usado como fonte constante de pesquisa. Em dado momento exorta o poder do açúcar na sociedade colonial, o qual não deixou de ser o principal produto de exportação brasileiro, mesmo no auge da produção aurífera. Em certa altura faz comparações com historiadores clássicos como Celso Furtado ou Simonsen, contestando números levantados por estes no tocante aos lucros, despesas e a importância do açúcar para com o desenvolvimento da sociedade brasileira e em especial a baiana. Assim como confronta seu ponto de vista com idéias e pensamentos de outros escritores brasileiros, os quais não traduziriam – isentamente – a realidade correspondente a determinadas épocas.
Enfim, Stuart Schwartz teve como foco central de suas pesquisas neste livro, os engenhos na região de Salvador e Recôncavo, procurando esquadrinhar, investigar todas as suas particularidades, traçando com isso um espelho da sociedade baiana que girava em torno do fabrico do açúcar, e nisso expande esses conceitos para todo o restante da sociedade brasileira colonial.

Segunda-feira, Setembro 11, 2006

September 11


11 de Setembro!!!
Feliz Aniversário!!!!!
Data marcante, lembrada e comentada por toda a humanidade em função dos atos terroristas que sacudiram com o brio de muitos. Mas também um dia memorável para lembrar e comemorar o aniversário de uma pessoa querida , a Srª Jacqueline ! Hoje ao lado do seu esposo, o Adolfo, vive com saudades de seus camaradas e familiares aqui do Brasil. Muitas felicidades e alegrias neste dia. Lembranças e sorrisos hoje e sempre. Até a vitória, Sempre!!!!!!!!!!!!!!!

Sexta-feira, Agosto 25, 2006

Fotos e momentos lendários


Há momentos impagáveis de tão extraordinários que são. Ao menos para mim, este foi um deles. Um passeio para o para o paraíso de Angra dos Reis, aliás foram dois com a galera. Me recordo de um em que a nossa bebida era apenas cerveja , quando não era refri., e não água. Muito bom...
Sorrisos largos, histórias encantadoras e instantes melhores ainda....



Quarta-feira, Agosto 23, 2006

Acampamento inesquecível!!!!


Acampamento em Itaipu


Dias e noite alucinantes*

Por Maurício de Oliveira





Muitas vezes nem tudo é sempre do jeito que a gente quer. É claro que queríamos ter um montão de grana para poder ir para qualquer lugar que desejássemos, ou então muitas vezes desejaríamos estar ao lado de outra (s) pessoa (s) , mas o criador como sempre sábio e paciente, nos pÔs juntos alguns dias neste Carnaval, por motivos que nem sempre conseguimos compreender.
Lá formávamos uma só família, tudo bem que muitas vezes a família parecia muito mais de alguns do que de outras, ou então se comparava a uma daquelas festas só de amigos que sempre aparece uns penetras, mas todos nós soubemos dar a volta por cima de qualquer inconvenientes.
Alguns pequenos instantes foram transformados em momentos eternos de alegria. E quando amanhecia, o céu azul e o sol incandescente sempre estava lá para nos saudar. E enquanto outros mortais surgiam de todos os cantos para tomar banho de mar ou de sol, nós já estávamos à vontade, pois a praia era nossa.
Nós não participamos como meros e simples espectadores, nós fomos os personagens centrais de uma história de momentos mágicos, e muitas vezes até engraçados. As dificuldades que em alguns momentos tivemos em nos alimentar e de mantermos nossos padrões de conforto caseiro, eram suplantados pela nossa vitalidade, nossa energia e a nossa vontade de viver em instantes de plena felicidade.
Quando a noite caía, com sua escuridão uniforme, sem perguntar ao sol se ele queria ir dormir ou não, nós nos mantínhamos iluminados e dispostos com a luz sublime que vinha de dentro de nossos corações. As estrelas tomavam formas incontáveis, bastava-se apenas prestar atenção às suas posições estratégicas e usar um pouco de nossa percepção, aí se enxergava árvores, flores, aves e até uma taça de sorvete (haja imaginação!). com tantas estrelas naquele céu azul e infinito, que bastava se sentar em um canto qualquer ou para quem tivesse condição para poder deitar, era só ficar olhando para cima que inspiração não faltava para ficarmos em harmonia com nós mesmos.
O brilho podia ser visto em todos os nossos olhares, era como se refletissem a nossa felicidade interior por compartilharmos juntos de simples , porém eternos momentos. Era como se pudéssemos voltar a ser crianças mais uma vez e fazer tudo o que quiséssemos de novo.
Para todos nós, somente o céu era o limite, porque o mar tínhamos ao alcance a qualquer momento que desejássemos, a areia era o nosso quintal , a nossa área de lazer, as pedras o nosso muro, e à noite as luzes de Copacabana o nosso grande sonho.
Sem se importar com o que nós mortais desejávamos ou não , os raios de sol iam furando o bloqueio noturno. E mais uma noite em que se ouvia o rangido do mar com suas ondas a se debater nas areias ía-se embora.
A admiração que tivemos por corpos mais que perfeitos naquela praia, e os desejos mais que secretos que imaginamos em momentos de descontração, depois deram lugar a nossa realidade que nós mesmos construímos. É inegável que as meninas observavam os músculos e outras formas másculas de inúmeros rapazes que passavam diante de suas pupilas, mas o olhar que possuíam eram somente de admiração (tomara que tenha sido só isso!). E nós homens, animais como sempre, ficávamos quase que hipnotizados por beldades tão próximas... todas aquelas “diabas” ou “deusas”, como queiram chamas, com suas formas esculturais e corpos hiper torneados nos levavam ao delírio. Com tantos conjuntos de pernas e bumbuns perfeitamente maravilhosos a circular diante de nossos olhares, com sorrisos, cinturas e seios impressionantemente lindos, os quais teimavam em desafiar a lei da gravidade em se manterem sempre empinados para cima, que nem sabíamos para que “point” prestar mais atenção. Claro e lógico que nos sentíamos atraídos e seduzidos, mas tudo isso sempre esteve , está, e se o criador permitir, sempre estará em nosso modo de ser.
Fazer o que...
É algo que está acima de nossas forças. E além do mais, o belo é para ser visto e admirado.
Bem camaradas, mais sincero impossível. E talvez este seja um de meus pontos marcantes.
Espero ter agradado ao maior número possível de todos vocês.
Foi muito bom estar com todos.
Foi muito bom enquanto durou.




*Transcrito exatamente do original de 1997.

Terça-feira, Agosto 15, 2006

1900 e antigamente III ...



Sério!!! Será que faz tanto tempo assim?!?!?! Bem, essa barbudinho ao lado ao sarcófago faz bastante! Eu de shortinho azul com muchila nas costas em busca de alguma aventura também! Pow na van também? aí é sacanagem!!! Assim como na barraca de camping e fazendo pose entre os coqueiros. A mas recente é essa tipo tarzan . A imagem no meio do mar é do pôr do sol no meio da Baia de Guanabara... inesquecível...




Terça-feira, Maio 23, 2006

1900 e antigamente II ...

Doces e inesquecíveis lembranças de uma época que , infelizmente, não volta mais. Quer queira ou não, os anos se foram e em minha face o sorriso é um pouco diferente, pois as rugas teimam em querer aparecer, mesmo contra a minha vontade e esperança e numa proporção quase sem controle. Mas, apesar de tudo continuo vivendo feliz, como nestes lindos e encantadores momentos do passado- numa das praias semi-desertas da Ilha Grande, RJ - ou numa outra cachoeira na Serra do Rio de Janeiro (Magé). Contudo, a alegria sempre esteve, e torço para que esteja, presente um todos os instantes de minha nada mole vida. A grana é cada vez mais curta, o tempo é cada vez mais escasso, e os bens materiais me faltam, mas eu sou chato e teimo em querer continuar sorrindo para a vida assim mesmo, pois ela é linda. Declaro que desejo viver só 100 anos, depois disso talvez eu queira "descansar"

Quarta-feira, Março 22, 2006

Recife-PE (Praia de Boa Viagem)

Porto de Galinhas (Vídeo)

Segunda-feira, Março 13, 2006

Carnaval 2006














o Carnaval 2006 foi , como sempre, diferente. Desta vez, após comemorar meu aniversário na companhia de meus colegas de Faculdade no Cordão do Bola Preta (sábado de carnaval junto com mais de 150 mil pessoas). Dei um pulinho , infelizmente, de apenas uma semana, em Recife, Olinda, Porto de Galinhas( PE) e João Pessoa (PB). Digo-vos que qualquer lugar que estejamos a passeio é MARAVILHOSO, e neste vos falo que imperdível é o passeio de jangada em Porto de Galinhas. É simplesmente encantador você alimentar os peixes, que vêem comer na sua mão. Se distrair com os repentistas (aquelas caras que ficam inventando rimas ) para você e etc... INESQUECÍVEL. A praia de Tambaú, em João Pessoa (apesar de mais deserta do que imaginava), é outro ponto muito bom. vale à pena. Os bonecos gigantes em Olinda são de ficar na memória por longos carnavais, e o frevo e o maracatú em Recife são um pouco diferentes do nosso Carnaval ( aqui do RIO), mas a descontração e animação são encantadores. A Praia de Boa Viagem é bacaninha e o destaque é que a água é morna, vale o passeio. Dentre todas as fotos postadas aqui, a que mais gostei foi a que me mostra sendo salvo da "perdição" pelas lindas e encantadoras freirinhas em Olinda, que saudade...




Quinta-feira, Janeiro 26, 2006

Casa do Marinheiro

Encantador encontro dos colegas da Faculdade na Casa do Marinheiro (RJ)

A tentativa era de reunir aproximadamente duas dezenas , mas ao longo do dia tivemos apenas uma dúzia de pessoas. Sentimos a falta de tantos(as) colegas de turma, que conviveram conosco durante 4 anos, mas fazer o que? Ainda não foi desta vez... Contudo, a falta de muitos foi compensada pela qualidade, amizade e companheirismo dos que lá estiveram. Momentos de confraternização, emoção, risos e alegrias estiveram presentes. O clima era só festa. Só tenho a agradecer por momentos tão felizes que viví ao lado de todos vocês. Obrigado, muito obrigado a todos. Saibam que você foram, e são, muito importantes para mim.






























Terça-feira, Novembro 29, 2005

Alfa na Terra Encantada

No canto superior esquerdo: Douglas, Sara e Luís Cláudio
Canto Superior Direito: Marcelo, Patricinha e Adriana
e na parte de baixo da esquerda para a direita: Maurício, Tarcísio Junior e o Wagner.

Para quem não conhece, a Terra Encantada é um Parque temático localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro-RJ. Um lugar maravilhoso para se divertir e drincar como uma verdadeira "criança". Destaque para a gigantesca Montanha Russa e o Cabun. Contudo, independente do local que estejamos, o mais importante é com quem ! E nesse caso fui um cara muito, mas muito feliz de estar na companhia de pessoas simplesmente encantadoras. Sinto muito orgulho de ter compartilhado muitos momentos mágicos com esta turma. E este foi um . Ainda estam faltando na foto o Tiago , que tirou esta, e a Édna, que não estava neste dia. Beijos nas meninas e abraços nos rapazes. E obrigado por me deixar compartilhar da companhia de vocês.
(Agradecimentos especiais para o Marcelo, que me enviou esta foto)
Do camarada Maurício

Domingo, Novembro 20, 2005

English's Friends

Well, these are some friends of group's english, and sometimes we live very fanny situations, but everybody like. Teacher Érica, Fernanda, Adilson and I. Here are not others friends as the Andre, Tatiana and more ... Big kisses for girls and simple hugs for boys.
Of comrade Maurício







Terça-feira, Outubro 25, 2005

Visita à sede do Poder!

Em recente visita à capital paulista, deixei o meu sol maravilhoso no Rio (com ceu azul e temperatura em torno de 35º) e enfrentei a famosa garoa. Como de costume, as pessoas andavam calmamente e desfrutavam os seus 18°/19º de camiseta e bermuda e eu, bem, como podem observar sentí frio. Mas valeu à pena! Todos sabem que a sede so poder, infelizmente, não é na Cidade Maravilhosa e muito menos em Brasília. Mesmo com meu bairrismo, tenho que reconhecer que quem manda é a FIESP e grandes empresas instaladas na Av. Paulista.


Segunda-feira, Outubro 24, 2005

Batismo da Eduarda

Momentos marcantemente alegres e descontraídos da manhã do dia 16 de outubro de 2005, em que fui oficialmente consagrado como padrinho da linda filhota do meu irmão Ivinho e da Alessandra. A madrinha foi a encantadora Andreia, também tia coruja da Dudinha. Só tenho a agradecer por tal honra. Deixo aqui minha homenagem também a madame Sara, e a Verinha e toda a família.Beijos e abraços em todos. Com carinho do Maurício









Quarta-feira, Setembro 28, 2005

Mil novecentos e antigamente...

Houve um tempo em que as coisas eram um pouco diferentes . As alegrias eram enormes, e os sorrisos largos faziam parte constante da vida de muitos colegas e amigos. Bela época! Madame Jack.... "magrinha"! A galera? era só sorriso! É...o tempo passa, mas as saudades são enormes!!!! Tenho muuuuito orgulho de ter conhecido pessoas tão especiais e de compartilhar muitos sorrisos com eles. Alguns colegas não estão nessas fotos, porém estendo os sentimentos com todo o carinho para todos eles como a Patricinha e o Marcelinho , sua esposa e a Simone.. Os outros são o grande camarada e figura extraordinária Lázaro, além do Léo , do Marquinho e do Flavinho. As meninas, as encantadoras irmãs Cíntia e Flávia, além das belas Cátia e a "Môna". A madame Jack era a figura central de toda esta história. Bem, deixo aqui os meus mais sinceros sentimentos de carinho e afeto para toda esta turma que fez parte da minha vida. Muitos beijos nas meninas e abraços gigantescos nos rapazes. Tenho muito carinho por todos!






Quarta-feira, Setembro 21, 2005

As Meninas Super Poderosas e o Mauricinho.

Estas são as lindas e encantadoras gatas Vania César (abraçada comigo), a Sabrina (de branco), a Lílian Baia (de rosa escuro) e a Tatiana (de rosa claro/lilás). Elas são as Meninas Super Poderosas da Faculdade (ainda estão faltando aqui a Fernandinha, a Vanessa, a Rejane e outras), pois todas fazem (faziam) parte da turma do barulho ( poucas que tremiam as estruturas da sala!) Tenho orgulho de tê-las conhecido! Deixo aqui a minha homenagem a estas meninas maravilhosas e encantadoras . Beijos e abraços gigantescos para todas!



Sábado, Setembro 10, 2005

Todos em um só!

A busca da diversão e do divertimento faz parte da vida de todos nós, então, não sou uma excessão! Contudo, nunca devemos esquecer quem somos e de onde viemos. Devemos viver o presente e trabalhar por um ótimo futuro, todavia, nossa história fará sempre parte da nossa vida e disso é sempre bom lembrarmos!

Me


É isso aí minha gente. Para quem ainda não sabe ou não me viu, já estou usando um aparelho ortodôntico para corrigir a dentadura! Vou ser sincero, os primeiros dias foram horríveis, com uma vontade até de arrancar os próprios dentes. Bem, o dentista conseguiu me ludibriar e convenceu-me a pagá-lo todo mês para apertar a minha arca dentária e limitar o meu modo de mastigar as coisas gostosos da vida. É isso ai, mas em alguns anos... (Pô) , esse sorriso vai ficar mais lindo ainda!

Sexta-feira, Agosto 26, 2005

Salve o meu Rio!


Bem, para os que ainda duvidam dos encantos e magias do meu Rio de Janeiro, aqui está uma bela imagem para ficar na memória de todos os mortáis.
Não vou mentir e dizer que aqui é tudo bonito, que as ruas são sempre limpas ,as calçadas mais ainda e que não existem pedintes, por que não seria verdade. Falar que aqui não existe a violência que é quase sempre mostrada na TV, seria querer esconder um problema que incomoda qualquer ser humano, ou seja, a própria segurança e sobrevivência.. Mas quer creiam ou não , essa imagem é real, e ilumina e encanta a qualquer um que duvida de que pode ser feliz. Dizer que algo é belo, é muito subjetivo., mas certas imagens ( e essa e uma delas) nos fazem sorrir e nos hipnotizam. Foto: Rio de Janeiro, 06h da manhã de domingo, 21 de agosto de 2005. Autor desconhecido.
Maurício

Quinta-feira, Agosto 25, 2005

Comissão...de Formatura


Bem, poderiam dizer que éramos um belo e lindo grupo de pagode, de MPB, de funk, de rock, de axé, ou outro qualquer, mas na verdade, os simples sofredores da comissão de formatura. Na primeira foto, da esquerda para a direita temos a Flávia, a Lílian Furtunato, a Rose, a Giselle, a Úrsula, e a Lorena , além de mim e do Jeconias. Abraços gigantescos para todos vocês, camaradas da comissão.

Segunda-feira, Agosto 15, 2005

Dia dos Pais











Em um Dia dos Pais como a tempos não passo, meu querido irmão Ivinho me visitou aqui no Rio, trazendo a minha linda sobrinha Eduarda, a minha querida e encantadora cunhada Alessandra e a surpreendente Verinha . Madame Sarinha estava comigo, assim como a minha mamãe D'Ana, e meu sobrinho Issac.

Quinta-feira, Agosto 11, 2005

Forum Mundial


Ricardo, Eu, Sabrina, José e Tatiana, no Forum Mundial - Porto Alegre-RS

Saudades!



Momentos nostálgicos e alegres na Faculdade! Patrícia, com a Isabel e filha. Eu com as lindas gatas Giovana e Ioná. As belas Tatiana e Sabrina.Eu com uma parte da galera, com Sabrina, Fernanda, Tatiana, Sara, Saralice, Vanessa, Vania César, André, José e Ricardo . O sorriso linda da Iara. Com o André, O José , o Roberto, o Flávio e as meninas ao fundo. Eu e a Sabrina, Sara, Saralice, Eny e Rosilene. E no final, as belas, Vanessa, Fernanda, Vania Cesar e Tatiana












Terça-feira, Agosto 09, 2005

Pé de Pau!


Bem, tenho que ser sincero, sou um tremendo pé de pau! mas os meus amigos de infância gostam muuuuuuito de mim, e me deixam jogar, ou melhor dizendo, correr atrás da bola!
Eles são realmente fantásticos, com uma alegria que empolga qualquer um. Todos têm suas responsabilidades e obrigações, mas a segunda-feira à noite é sagrada. Encerramos nossos jogos quase às 11h da noite, como nesta segunda, dia 08 de agosto de 2005.. E depois ainda fomos para o aniversário do Duquinha, que terminou nesta madrugada. Deixo aqui as minhas mais sinceras homenagens aos meus queridos amigos e colegas de infância, Cosme, Mauro, Edmilson e seu irmão Alexandre, Joãozinho, Duquinha e noiva, Carlinhos e filhos, Paulo e filhas, Sr. Jorge ( o pai deles). O meu primo Paulo César, o Marcelo (teta), o Zé, Cáudio,ao Cleber, ao Bruino, ao Washington e seu pai Luís "Raimundo", ao meu Chará Maurício, e todos os outros


Segunda-feira, Agosto 08, 2005

Ferramenta de sono!



Que soninho gostoso!!!!
Bem, para tirar um "cochilo" durante o dia, eu recomendo, ...comer um pouquinho de comida, depois comer ... aí, dá aquela lombeira e é só usar um tapa olho. Eu garanto que funciona!!

Domingo, Agosto 07, 2005

Cunhada,sobrinha, Irmão e pai (Alessandra, Eduarda, Ivinho e Ivo )






Estes são: a minha querida cunhada , a Alessandra com a Eduarda, a mais nova "membra" da família, o meu irmão Ivo Filho, que chamamos carinhosamente de Ivinho (apesar de suas gordurinhas à mais, rsrs), nosso pai Ivo (Pô, apesar do bigobinho branco ele "ainda" não pintou o cabelo, rsrs), e minha querida sobrinha (e afilhada) Eduarda, ainda no berçário, motivo de orgulho para todos.

Fala sério!Essa família....!!!

Sexta-feira, Agosto 05, 2005

Freedom

Eu na praia de Ipanema, e "desfilando" no Carnaval da Marques de Sapucaí 2005-Rio de Janeiro

Segunda-feira, Agosto 01, 2005

Ping Pong


Queridos camaradas de infância na "estreia" da nossa nova mesa de Ping Pong : Eu (de amarelo), Mauro (cinza e branco), Marcelo "teta"(verde), Rafael "filho do Teta" ( de branco), Edmilson (de preto), Eduardo "Dudu" (camiseta azul), O Cosme ( de verde vercuro e listra branca) e o meu chará, o outro Maurício (de blusa azul). Noite de 31 de julho de 2005.







Quinta-feira, Julho 28, 2005


Eu, "tirando onda" no Museu Imperial de Petropolis, RJ - junho/2005. Posted by Picasa

Comissao de Formatura



Rose, Ursula, Geconias, Lilian, Giselle e Eu - Comissao de formatura . UERJ/maio/2005. Posted by Picasa

Quarta-feira, Julho 27, 2005



Musculos?? Onde??
Fala sério Mauricinho! Esse realmente não é o seu forte.
Ah, será que eu tenho algum "forte"?
Ah, lembrei, Puro, honesto e honrado, amigo, justo, sincero, carinho, romântico, alegre, descontraido, brincalhão... também sou ... sacana, pervertido, divertido, e... tem mais, d u ro , ou seja, desprovido de grana!!!
Pois é , quem foi que disse que o mundo é perfeito!

Ah, se todas as escadas que nos subissemos fossem tao belas quanto esta, com certeza seria um otimo exercicio nao so para as pernas , mas tambem para os olhos! (Casa de Santos Dumont-Petropolis-RJ) Posted by Picasa

Mauricinho na "varanda" da Casa de Santos Dumont, ao fundo a PUC de Petropolis-RJ Posted by Picasa

Um exemplar de locomotiva que vencia a serra nos tempos aureos das ferrovias no Brasil- Petropolis-RJ Posted by Picasa

Uma bela carruagem usada pela Familia Real brasileira, em suas estadas em Petropolis-RJ  Posted by Picasa

Sarinha na Casa de Santos Dumont Posted by Picasa

Mauricinho no Pal�cio de Cristal - Petropolis-RJ Posted by Picasa

Catedral de Petr�polis, onde est�o os restos mortais da fam�lia imperial brasileira. Posted by Picasa

Eu e madame Sarinha, na minha formatura em maio de 2005.UERJ/Rio de Janeiro. Posted by Picasa

Terça-feira, Julho 26, 2005


DESEJOS III

O magnetismo de tuas curvas me atrai

a lua em seus olhos me desarma.

Minhas pupilas te seguem,

pois estão hipnotizadas

assim como meus lábios

que são conduzidos a sussurrar seu nome.

O mesmo vento que sacode suavemente

As folhas das árvores,

me leva a perceber o brilho em teus cabelos,

levando-me a desejar acariciá-los.

Permitem também abrir um pouco o seu decote,

me deixando ver seu busto,

o qual já não me deixava dúvidas.

Pois seus seios são uma afronta à gravidade,

teimando em manterem-se maravilhosamente suspensos,

mesmo sem auxílio artificial.

Parecendo externar o vulcão de sentimentos

que circundam e perturbam seus desejos libidinosos.

Induzindo-me aos sonhos

de poder senti-los e degustá-los.

Sinto seus lábios doces

e o sabor de sua língua,

os quais me traduzem seus sonhos,

levando-me a sempre desejar te ter

Por Maurício de Oliveira.


Desejos II

Ver-te desfilar seu charme diante de meus olhos,

que não paravam de admirar o balançar de suas formas

- cuja delicadeza de seu caminhar levava-me a sonhos-

fazia-me despi-la.

Para desencanto de meus delírios,

vós não dirigíeis teu corpo ao encontro do meu,

ao contrário teimava em afastar-se

como a lua do sol.

Imaginava-te com tua beleza nua e delicada,

afogando-me em beijos, carinhos e prazeres.

E ter-te em meus braços,

com tua face junto à minha,

levou-me a satisfazer

não só o que desejava em meu inconsciente,

mas o que em teus sonhos sempre esteve presente.

Por Maurício de Oliveira





DESEJOS


Quando a noite passar

e o meu corpo

o teu não tocar,

imaginarei então que tive tuas formas ao meu lado

e a beleza do teu rosto junto ao meu,

pois assim em minha face

talvez um sorriso poderás encontrar.

Fingir não sofrer assim farei

pois lágrimas dos meus olhos

não irás ver rolar.

Quando o dia seguinte se arrastar

e tua voz meiga e suave

eu não tiver o prazer de escutar,

meu coração lágrimas derramará.

Acariciar teus seios ainda desejarei ,

beijar e sentir teu sabor assim sonharei

e de venerar o teu corpo não mais esquecerei.

Quando este dia então chegar,

teus lábios com os meus vão se encontrar,

tua língua ei de saciar

e teu calor e gosto enfim eu sentirei.

Por Maurício de Oliveira


A Musa do Coletivo – Relatos e Delírios

Hoje ela estava simplesmente encantadora. É inacreditável como a sua beleza transcende a qualquer situação a momento, mesmo com o seu lindo cabelo preso ela consegue manter aquele cintilante olhar envolvente. Consigo admirá-la , dos seus pés delicados ao seu cabelo que está em forma de um coque, e observar todo que parece Ter sido feito em uma fôrma , pois possui curvas lindas. Mas com certeza ficariam muito mais bonitas totalmente nuas em minha cama, pois eu poderia admira-las ainda mais.

A sua calça jeans, um pouco justa, deixa transparecer a forma torneada do seu conjunto de pernas, e até fico imaginando em poder tocá-las e acariciá-las com meus beijos. O meu pensamento voa e monto uma visão das suas coxas delirantes, tão macias... sinto vontade de passar a mão nelas e de ficar alisando-as...

Noutro dia avistei o seu bumbum redondinho e lindo, e fiquei com uma vontade louca de poder agará-lo, beijá-lo e venerá-lo ainda mais. Me imaginei tirando a sua calcinha vermelha, os meus olhos brilhavam e a minha mente flutuava diante de tão penetrante cena. Toda aquela forma feminina, capaz de levar qualquer homem ao êxtase e ao delírio encontrava-se então diante de minhas pupilas, ao alcance de meus carinhos e meus afagos.

Sua barriginha quase todos os dias e vejo e mantenho-me em posições estratégicas para admirá-la , vejo alguns dos seus pêlos bem ralos, fininhos, pequenos e clarinhos, e digo para mim mesmo: “o tempo pode passar, mas a minha face com certeza vai poder deitar em tão linda pele, e então meus carinhos irão percorrer cada centímetro de tão formosura beleza”.

Vejo a forma do seu busto e mais uma vez mergulho em meus pensamentos, percebo os seus seios livres de qualquer acessório e imagino tirando do teu corpo algo que me impeça de vê-los como a natureza os fez, nus em pêlo, com suas rodelas arrepiadas após eu tocá-los com meus lábios e sentindo toda a sua rigidez, ao segurá-los e apertá-los com minhas mãos carinhosamente.

Às vezes consigo sonhar de olhos abertos quando ela se posiciona ao meu lado no assento ou está bem próxima de mim, me enxergo caminhando lentamente com ela em meus braços, e antes de deitá-la em quaisquer lenções, beijo todo o teu corpo. Consigo ver a tua ameixa, ela é tão bonita ...! e com muito desejo, acaricio-a com meus dedos e mãos e logo depois, degusto o seu sabor dentro da minha boca , como se fosse uma dádiva, então ela sente um prazer indescritível e percebo o seu corpo tremendo e a sua respiração alterada e logo depois chegando ao clímax.

Ardente de vontade e de desejo, te abraço e te beijo, e o meu corpo por fim choca-se com o seu, movimentando-se inúmeras vezes intensamente sobre ele. Ela sentia sobre si o meu suor e eu cada vez mais o prazer de saborear o teu gosto. Depois deitava novamente sobre ele em outra posição, fazendo com que nossos corpos se completassem e formassem um só. Fluidos são trocados, beijos são iluminados e gemidos são ouvidos e mais uma vez flutuamos.

De repente desperto e tenho consciência de que infelizmente não a tenho em meus braços, não a possuo e que tudo não passou de um lindo sonho. Tudo fora apenas um delírio que tive com ela.


Que entrevista eh essa! Ricardo e Eu no gigantinho em Porto Alegre-RS. Fala serio! Posted by Picasa

Parte da Turma da Utopia na PUC-RS - Ricardo, José, SAbrina, Tatiana, Paulo, Eu, Fernanda e Carmem Posted by Picasa

Parte da Turma da Utopia - na PUC-RS Posted by Picasa

Mauricinho, o contador (de historias) pedindo paciencia em junho /2005. Posted by Picasa

Madame Sarinha comemorando seu anivers�rio com as colegas K�tia e Elaine fevereiro/2005.  Posted by Picasa

Flamengo at� morrer! Em pleno est�dio do Beira-Rio ( Internacional) Porto Alegre-RS Posted by Picasa

Sensa��es "estranhas" no girosc�pio da PUC do Rio Grande do Sul. Posted by Picasa

Colega Jose e Eu sentindo o frio da serra gaucha. So com chocolate! Posted by Picasa

Mauriciniho e as girafas em Curitiba-PR Posted by Picasa

Colegas Jos�, Paulo Eu e Ricardo, � carater numa festa "julhina". Posted by Picasa

Beira-Rio, a invasão!


Eu e alguns colegas invadindo o Estadio Beira-Rio em Porto Alegre-RS - Ioná, Eu, JOsé, Giovana, Tatiana, Sabrina e Fernanda Posted by Picasa

Mauricinho no Festival de cinema de Gramado-RS. Posted by Picasa

Parte da turma da Utopia, os colegas Sabrina, Tatiana, Fernanda e Jos� e Eu, no caminho para Gramado-RS. Posted by Picasa

L�lian e Eu apresentando a nossa formatura na UERJ maio/2005. Posted by Picasa

Colegas Iona e Fernanda, formatura na UERJ maio/2005. Posted by Picasa

Estes são alguns de meus queridos amigos de infância, Galvão (Chico), Cosme e Lidiane, Minha prima Adrina e seu filhinho, Mauro e Eu, em maio/2005 minha formatura na UERJ. Posted by Picasa

Sobrinhos e D'Ana, minha mam�e em minha formatura. Maio de 2005/ UERJ. Posted by Picasa

Mauricinho do Museu Oscar Niemeyer, Curitiba-PR Posted by Picasa

Colegas do Inglêss em Muriqui - Rio de Janeiro. Eu, Fernada, Érica (teacher) , Phil e AdrianaPosted by Picasa


Colegas de trabalho, na despedida de um deles, o querido Djalma (de camiseta branca), comigo e a Joyce. Joyce e família, mais Eu, o Djalma, o Carlos e o Valmir. Posted by Picasa

"Eleven September"


Queridos camaradas da Faculdade saindo do Cine Odeon, Rio de Janeiro. Eleven September . José, Sabrina, Tatiana, Fernanda e Eu. Posted by Picasa

O vinho eh uma boa bebida , e eu gosto! ( em uma adega de Curitiba-PR) Posted by Picasa

Segunda-feira, Julho 25, 2005


Eu, pilotando! Posted by Picasa

Imagens "roubadas"




Estas são algumas colegas da Faculdade
a Jaqueline ( de branco) e a Teresa (de preto).
Pessoas inigualáveis. Foi uma felicidade muito grande poder conhecê-las.

Domingo, Julho 24, 2005


Nunca devemos desistir de nossos sonhos" Posted by Picasa

A Lenda do Cisne Dourado


A Lenda do Cisne Dourado

Por Maurício de Oliveira

Era uma vez um pássaro dourado, cujo brilho iluminava e encantava todos os corações que o vissem. Sua plumagem era diferente de uma cor muito rara, mas o que levava os seus admiradores ao delírio era o seu canto inflamado, que transmitia paz, harmonia e alegria.

Quando abria o seu bico, o som quase que divino que saía para o mundo ouvir, fazia com que os outros mortais viajassem no tempo e no espaço, fazendo com que sonhassem e imaginassem somente o lado bom das coisas. Os seus ouvintes tinham noção das mazelas e indiferenças que pairavam em seus subconscientes, além dos problemas que viviam e também das dificuldades e incertezas que enfrentavam. Mas a coragem de vida que aquele cisne transmitia fazia com que as pessoas lembrassem dos momentos felizes que existem em seu dia-a-dia e, com o balanço das suas asas, talvez querendo imitar as nuvens do céu a se movimentarem, conseguia fazê-las enxergar que o mais importante de tudo eram sentir que estavam vivos, e essa era a melhor coisa que podia existir e, por isso deviriam se sentir abençoados.

O seu olhar, ao percorrer sempre as matas e florestas, mares e montanhas, desertos e rochedos cinzas, praias e cachoeiras, e também ao admirar a beleza da noite, com suas estrelas quase sempre ao lado da lua, trazia luz e liberdade aos corações, da mesma forma que a grandeza do céu azul com sol ardente, lembrava o calor que tanto precisávamos e quanto tínhamos a aprender e a viver. Porém, mesmo com seu resplendor, não conseguia agradar a todos. Existiam aqueles que intimamente o admiravam por sua forma e modo de ver o mundo, mas não aceitavam que pudesse ser tão diferente, e até fazendo uso da redundância, não muito igual aos outros.

Seus opositores, então, embrenharam-se nas matas a sua procura, projetando não só encontrá-lo, mas sim a sua prisão, sua captura, para que a “Lenda” deixasse de ser uma ficção, e para que todos pudessem não só admirá-lo, mas também para que servisse de modelo, como um ponto chave, para exames e pesquisas. Muitos saíram a sua caça, movidos por forças ocultas e/ou misteriosas, as quais impunham vontades extremas, algumas com tom sarcástico, lutaram sem descanso. Até que num certo dia, não tendo mais como suportar o quase que intransponível cerco armado com vistas à sua prisão, resolveu se entregar. Por instantes sentiu-se como água, tão acostumada com a imensidão dos rios e mares, que a “gaiola” fazia-o lembrar da limitação que porventura aquelas paredes o ofereciam, por isso sentiu-se sufocado.

O canto de suas colegas cigarras passou a ser diferente e o entardecer começou a ter outro sentido. E como alguma vez imaginou que seria, após o seu aprisionamento, o mundo passou a ter outro significado. Não conseguia mais ouvir o som deslumbrante que saía de seu bico, e passou a escutar/rastrear outros sons. O confinamento levou-o a analisar muitos outros fartos de que antes não se dava conta.

E por razão desconhecida ou, incompreendida, nem mesmo o mar com seu gigantismo e profundidade estonteante, fazia-o sonhar mais. O prazer que sentia em inflar seus pulmões e cantar teve que ser dividido com outras sensações e sentimentos. E desde então a pureza que habitava em seus atos e atitudes, e a beleza do cisne com seus brilhantes olhos, não foram mais os mesmos. Seu mundo fora reduzido, e a imensidão que suas asas alcançavam não eram mais tão admiradas, e muito menos deslumbrantes. O toque mágico que conseguia dar a pequenas coisas não surtia mais efeito, e num dado momento, percebera a falta que faziam para ele as pessoas e lugares que amava, e como em várias ocasiões, se sentia vazio com a ausência das pessoas, porque elas é que faziam com que se sentisse importante, enxergava o seu valor nelas e em tudo que construía para tê-las. E como numa correnteza incontrolável, viu-se inerte, e sem forças para lutar, pois no abismo em que seu coração se encontrava, com certeza não forneceria resistência alguma às investidas de qualquer força ou oponente.

O cisne que sempre temeu a solidão e o esquecimento, passou a notar a frutificação de outras idéias em sua mente, e não tendo mais noção do que acontecera consigo, se era bom ou ruim, notou que por mais que sonhasse, que descobrisse coisas novas, que se dedicasse e que fizesse, continuaria sendo um Cisne, e não conseguiria mudar os fatos, não poderia modificar o Mundo. Notou que por mais bravo e corajoso que pudesse ser, por mais honrado, honesto e justo que conseguisse, e por mais audaz e ousado que fosse, não modificaria as coisas já existentes, não poderia mudar a História, e muito menos comandar os sentimentos dos outros. Viu-se numa situação extremamente nova e diferente por si só, a qual motivou-o a lutar contra si mesmo, gladiando com seu próprio Eu e conseqüentemente dividindo sua energia, sua atenção, seu raciocínio. Tudo por que se deixara capturar, tudo porque o Mundo não se modificou em quase nada, mas sim Ele, o Pássaro Dourado, que se viu forçado a se adaptar às novas situações.

Momentos turbulentos se seguiram após o se “conflito interno” e como algo mais que normal neste crítico momento, houve muitas descobertas, incertezas, tristezas e alegrias, e seus prazeres nunca mais foram os mesmos.

Houve instantes em que nem mesmo podia ouvir a voz que vinha de dentro do seu coração, a qual encontrava-se impressionantemente forte, e teimava em subjugar a própria razão. Pois como raízes profundas encravadas em suas veias, os sentimentos muitas vezes extrapolam a capacidade de compreensão.

A ave, outrora encantadora, passou a lembrar-se de sua infância, desde longínquas imagens retorcidas de seus primeiros anos, até o início de sua vida pensante, recordara de seus queridos momentos e até de outros mais atuais, saboreava o prazer de tudo que vivera até ali, pois sabia que aqueles momentos, muitos mágicos e maravilhosos, quase que indescritíveis, se foram para nunca mais voltar, poderiam sim, surgir, mais não com a mesma intensidade, não com a mesma magia, não com o mesmo sentido e significado.

Ele (o Cisne) passou a clamar por liberdade, mas o que seria ela senão poder amar a vida, mais do que o próprio coração jamais imaginou antes.

Lembrou da necessidade que tinha de abraçar o Mundo com suas vibrantes asas (imaginava poder fazer isso), todavia não que fosse essencial para os outros, mas sim era a forma dele se sentir vivo, ativo e importante para consigo mesmo. Assim se sentia parte do Mundo e do Universo, como as estrelas brilhantes que enchem de luz o nosso céu. Pois sabia que tinha a sua tarefa, o seu papel a cumprir.

Queria se sentir imenso como os oceanos, mas não para dividir os seres ou afastar suas culturas, mas sim para servir de porta, de corredor para aproximar as criaturas. Queria ser as ondas das praias, para encher de beleza todos os olhos que se deparassem com suas formas. Queria ser as nascentes das magníficas montanhas, para poder dar mais prazer e suavidade aos aventureiros que ali chegassem. Ele queria ser a brisa envolvente, aquela cujo vento suave e sereno sopra nas cascatas, nos rios e nos mares, nas matas e nas florestas, nos rostos de nossas amadas com seus olhares cintilantes e também no calvário de nossas cidades. Queria ser as cores do arco-íris, para numa ocasião ou outra, enfeitar mais o nosso céu. Queria ser o próprio ar, para o qual não existe barreira. Certa ocasião, num momento extremo de delírio, desejou virar um Ser “frio”, sem sentimentos, para não entrar em conflito consigo mesmo, não mais imaginar ou lembrar das tribos hostis que muitas vezes o incriminavam, o cercavam, o diminuíam, vulgarizaram sua imagem, sucumbiam a sua beleza e agrediam seus pensamentos.

Mas também imaginou muitas e muitas vezes se transformar na parte mais emotiva de todos, ou ao menos o que se considera como sendo, pois desejou ser o próprio coração, só para se deliciar e sentir o que realmente é o amor. Queria sentir o que é essa coisa sublime que o faz bater mais forte, e em algumas ocasiões querer sair do peito. Que ao mesmo instante é abstrata e maravilhosa, que todos sabem que existe, mas não podem tocar, pura e simplesmente, e sim apenas sentir. Queria sentir o gosto do que não se pode pesar ou medir, do que não se pode qualificar como sendo melhor ou coisa parecida. Queria poder apreciar todas as emoções e sentidos, todas as maneiras e formas, todas as visões e delírios. Enfim queria perceber em suas cavidades esse sentimento profundo que devassa e destrona qualquer SER. Talvez assim compreendesse melhor muitas reações dos mortais mas... Voltou à realidade nua e crua em que se encontrara a sua existência. Era um cisne, perdera seu encanto e sua magia, tornara-se uma simples ave, e com isso deixara de ser especial. Tornara-se refém de suas próprias histórias e lembranças, do seu apogeu e declínio, de suas realizações e também de suas frustrações, de seus acertos e de suas falhas e erros, de suas descobertas e de seus esquecimentos. Transformara-se em um prisioneiro de sua própria consciência.

Meses e mais meses passaram-se, sem ele sentir ao menos as emoções que alimentavam a sua alma, passara a viver outras em cativeiro, mas não eram tão sublimes. Em certas ocasiões poderiam até ser encantadoras, mas faltavam a espontaneidade e até uma modesta simplicidade, não a material, mas sim a emocional.

[...]

De repente um raio de luz fura o bloqueio noturno...

- É mais uma manhã! Pensa o então esquecido, porém amado, Cisne.

Mais não são luzes comuns, pois a cor era de uma tonalidade diferente, e o nosso estimado e querido flutuante, percebe que algo está mudando, pois passara a enxergar coisas como antes.

Após o sétimo dia se passar, e ver a escuridão dominar todo o horizonte, tornando noite o que antes o sol iluminava, ele adormeceu como há tempos não fazia, uma paz interior tomou conta de sua aflição e passara a inundar seus pensamentos. E mesmo dormindo, podia ser visto em sua face um sorriso, seu semblante mudara e sua fisionomia ficou revigorada.

Estava sonhando!

Não sabia mais o que era isso. Perdera esse dom, e estava sendo abençoado naquela noite. Em seu sono não conseguia enxergar nitidamente as imagens, eram turvas, mas existia uma voz meiga e amiga que pronunciava com uma suavidade, palavras bonitas e mensagens que há meses (que pareciam milênios) não ouvia, e num dos pensamentos dizia:

“Esperar uma solução dói,

mas voltar a ser quem você era dói também.

Porém, esquecer quem você é, e suas raízes, dói mais ainda.

Mas não saber que decisão tomar,

É o pior dos sofrimentos “.

[...]

E como num conto de fadas, em que os mocinhos passam por privações, sofrem humilhações, derramam lágrimas, e muitos são esquecidos pelo seu próprio egoísmo. Essas vozes e mensagens abriram o seu coração, e o fizeram sonhar novamente, e a bondade que antes reinava em seus atos, tornou-o mais uma vez alegre.

Na noite seguinte, em seu sono tranqüilo, ouviu outras palavras , as quais o lembravam que ele ainda estava vivo e que ainda existia tempo para fazer qualquer coisa que desejava. Recordara de outras mensagens que ouvira:

“Muitos dos verdadeiros vencedores, cometeram incontáveis erros, contudo muitas das vezes são apenas lembrados por suas vitórias. Inúmeros se perguntam o que realmente fazem aqui, dentre tantas e tantas pessoas comuns. Onde nem sempre as pessoas conseguem enxergar seus verdadeiros valores e bondades”.

Então a partir da manhã seguinte, o Cisne Dourado sentiu-se mais vivo e mais importante. Passou a lembrar que fazia as pessoas sorrirem e a também sonharem e decidiu tomar novamente o controle de sua própria vida.

Para não levantar suspeitas, manteve-se cômodo e submisso com toda e qualquer ofensa. Teve que engolir respostas e situações que nunca imaginara antes. Tudo para que não descobrissem que já havia recobrado parte de seus pensamentos, que estava conseguindo ver novamente o brilho em seus olhos e no de outros seres, e o mais importante de tudo, estava voltando a cantar e com isso, poderia levar novamente os mortais a sonharem.

Ele já conseguia voar e a sonhar, porém comprometeu-se consigo mesmo a esperar o momento oportuno para poder bater suas asas novamente, sentir o calor do sol por dentre as suas penas, a leveza do ar em sua face, a imensidão dos mares diante dos seus olhos, a emoção de seus colegas pássaros brincando entre os céus, testemunhar a força do encontro das águas, e principalmente sentir a liberdade soprando em seu peito e o fazendo de novo inteiro e feliz.

Em sua mente, fazia planos para voltar à querida e estimada floresta, viver na companhia de todos os seus amados, e compartilhar a sua felicidade com os seus queridos. Porém a sua volta não seria tão fácil, ou melhor, dizendo, a sua adaptação talvez fosse complicada, e com isso seria um alvo fácil para a captura novamente.

Refez suas estratégias com o apoio, a compreensão e o amor (que o tempo não conseguiu apagar) de uma semelhante – a qual adquirira seus poderes devido à convivência com o bondoso Cisne – a qual contando com habilidades que aprendera com o passar dos anos, abriu um novo horizonte para suas vidas. E lembrou do velho desejo de peregrinarem para o NORTE , para onde as aves tem que ir, ao menos uma vez em suas vidas terrenas (como num ritual milenar, para se purificarem) .

[...]

Passadas mais algumas semanas...

Quando não mais que de repente, explode em seu coração à vontade de cantar e de voar. E o som encantador que saiu de sua garganta, soou pelos quatro cantos como nunca anteriormente, varando as paredes que o aprisionavam. E uma força sobrenatural surge em seu bico e suas asas, e ele consegue quebrar o encanto e com isso, rompe as grades e arames que o prendiam. Sua liberdade fora conquistada com suor, sangue e lágrimas, por isso batia suas asas com alegria e vontade. Mexia-as como aprendera e que há tempos não pudera, parecendo dançar um balé em pleno ar, de tão feliz. Inflava seus pulmões e cantava novamente, para todos os que pudessem ouvir se admirassem, pois aquilo era belo e magnífico.

O Cisne Dourado (como muitos conheciam aquele pássaro) reconhecia que havia cometido muitos erros e tido outras falhas, muitas guiadas por sua própria vontade. Mas aprendera tantas lições, muitas até sem querer, que o fez amar mais a vida, que todo e qualquer momento que vivesse em diante, tentaria realizar seus sonhos, mergulharia em suas fantasias e delírios, ouviria suas emoções e principalmente iria ter com o seu amor muitos herdeiros, para que dessem continuidade à LENDA DOS SERES ENCANTADOS.


A Noite

Por Maurício de Oliveira

Ela nos fascina, pois pode acontecer de tudo. De um simples silêncio misterioso, ao canto de um grilo isolado.

Nela o nosso olhar se sobressai quando brilha, e um sorriso muitas vezes tem um significado indefinido, podendo nos cativar, mas ao mesmo tempo nos desperta confusas interrogações.

Assim é a noite, linda como só ela pode ser. Que ao mesmo instante que traz alegria, também traz medo, suspense e dúvida.

A claridade da luz artificial desafia a escuridão noturna, onde as estrelas e a lua estão escondidas nas nuvens, procurando seus pares com intenções libidinosas, assim como nós fazemos, ao apagar tudo, ou então deixamos um pequeno facho de luz colorida, para dar mais charme ao encontro de corpos.

A noite é parceira dos sonhos e ilusões, onde flutuamos com nossas mentes sem compreender muito o por que, mas sempre a procura de algo. Desejos outrora reprimidos vêm à tona quando sem entender, imagens são criadas em nossos sonhos, delírios vividos ou não, são reprisados de inúmeras maneiras. Incontáveis e inesquecíveis histórias ou estórias são rodadas em nosso cinema particular, aquele que pertence somente a cada um. E satisfazem muitas vezes aos anseios que a nossa mente precisava.

A noite nos proporciona fantásticas situações de prazer, sejam elas sexuais ou não. Na ausência de luz, imagens são criadas em nossa mente, e as formas magníficas dos corpos, são percebidas com nossos toques sutis de desejo. Verdadeiros monumentos físicos são apalpados com nossas mãos, o nosso olfato sente cheiro de prazer. Os nossos lábios se sentem incontroláveis, e também querem perceber de que são feitos tais dádivas torneadas.

A noite nos confunde, porque não sabemos se o que estamos vivendo vai se acabar, quando os raios de sol furarem o bloqueio do silêncio e da escuridão. E se os movimentos praticados vão poder se repetir durante a noite seguinte.

Mas é sempre assim, cada noite é única. E não importa o que aconteça, sempre vai haver mais uma noite.


Turma da Legião

LEMBRANÇAS

( O MANIFESTO)

Por Maurício de Oliveira

“... devemos ou não nos arrepender do que fizemos ou virmos a fazer?”

“... pra voltar atrás em nossas decisões, é preciso muito mais do que força de vontade, é preciso coragem para assumir as conseqüências de um erro”.

“... às vezes sabemos o que temos que fazer, mas nem sempre encontramos forças para tal. É uma espécie de medo e vergonha, misturado com a vontade de não ferir e de não magoar ninguém . O problema é que as pessoas não se preocupam, não pensam em você , e quase sempre te ofendem, além de não importarem com o que você sente ou deixa de sentir.

De repente, como num surto epidêmico, começam novamente as especulações de que a alguns míseros bilhões de anos atrás, existiu alguma espécie de vida primitiva no Planeta Vermelho, e com isso abrem-se novas portas para se gastar mais alguns bilhões de US$ e as polêmicas descobertas sobre o nosso Universo. Realmente são gigantescos passos para a humanidade e assim desvendarmos muitas de nossas curiosidades sobre o surgimento científico de nós mortais. Mas, vez por outra me questiono sobre as condições “primitivas” de milhões e milhões de seres como nós, nos quatro cantos do nosso planeta. Muitos fugindo da fome e das inacreditáveis condições adversas à sobrevivência humana. Outros sem poder ao menos sentir o prazer e a sensação de caminhar livremente por onde quiserem, sem o perigo de projéteis perdidos os acharem, ou ao menos dormirem sem ver e sentir explosões de bombas ao seu redor.

Mas se o desenvolvimento bate a nossa porta, ou em outras talvez, então por que não deixar ela entrar? Mas poucos se perguntam quem é que vai se desenvolver mais, se é quem cede ou quem recebe , e quais os parâmetros e compensações exigidas para tais cessões.

Desvinculando um pouco a nossa ótica, ponho em foco agora as lutas e guerras. E se ao mesmo tempo dois adversários evocam o provérbio: “Se Deus é por nós, quem será contra nós”.

Então cantaremos, como já dizia a Canção do Senhor da Guerra(Legião Urbana) mas lembre-se sempre que Deus está do lado de quem vai vencer. E ao cantarmos “O Senhor da Guerra não gosta de crianças”. Lembraremos que a nossa capacidade criativa destrutiva, é impressionantemente fantástica , mas que a nossa insensatez e arrogância tornam-se cada vez mais promíscuas e desumanas.

Dizem (mais quem? Senão nós mesmos), que nós “Homo Sapiens” somos desenvolvidos, pois andamos eretos, com dois pés, possuímos um sistema respiratório, sangüíneo, digestivo e motor evoluídos, além de uma mente pensante e criativa, o que de certo modo não deixa de possuir as suas verdades, mas a cada ano que se passa, novas mudanças, culturas e conceitos são incorporados à nossa história.

Nesse nosso século XX, testemunhamos significativos acontecimentos, dos mais diferentes espécimes, desde o desmantelamento do Império austro-húngaro no começo do século, passando pela perda de poder da super Inglaterra, das demonstrações de grandeza dos alemães perante o mundo, nas 1ª e 2ª Guerras , da capacidade nipônica de superar o fantasma nuclear, da paciência milenar chinesa em esperar a devolução de Hong Kong, das mentiras do nosso golpe militar, da queda do Império Soviético e do asfixionamento do povo cubano perante o Império Ianque . Da criação do Estado Judeu e do sofrimento dos palestinos em terras, que segundo a Bíblia, o filho do criador nasceu, da descoberta de pergaminhos no Mar Morto, do homem chegar ao espaço e pouco tempo depois pousar na Lua. Da facilidade de se comunicar de um aparelho celular com alguém do outro lado do mundo. Do aniquilamento de nossos índios e do esquecimento de nossos subnutridos, até a qualquer greve de fome dos presos de algum presídio ou a fuga de presos da delegacia do lado de nossas casas, sem esquecer da escolha de Sidney como sede dos jogos olímpicos do ano 2000 (Atenas-2004) e a briga ferrenha que a Cidade Maravilhosa travou, com muita dedicação , pelos jogos de 2004.

Tudo isso e muito, mas muito mais, nós acompanhamos , mesmo que através de livros, revistas, jornais, ou do fantástico meio de comunicação e influenciador que é a TV.

Mas nós ,seres habitantes desse encantador e lindo planeta, nunca estamos satisfeitos com nada, e nem podemos estar, pois incontáveis coisas ainda hão de surgir diante de nossos olhos.

Eu particularmente me sentiria realizado, se pudesse, na companhia das pessoas que amo, conhecer todos os caminhos do Rio Amazonas, passar pelo Pantanal, conhecer a Chapada dos Guimarães, presenciar a Pororoca em Marajó e tocar em um dos búfalos que lá existem, vasculhar os caminhos de uma gigantesca caverna na Bahia, tomar banho nas águas cristalinas de Fernando de Noronha , mergulhar em um lago manso perto das Cataratas do Iguaçu, visitar as Pirâmides do Egito, sentir a leveza do Mar Morto, um pouco de frio no Pico Evereste , navegar no Rio Jordão, andar de trem pelas terras dos Czares russos, atravessar a imponente Muralha do China , olhar da janela do último andar do edifício mais alto do mundo (torres gêmeas da Malásia) pedalar nas ruas de Pequim, entrar na Cidade Proibida , depois ir à milenar Índia e pisar no Tadji Mahal, caminhar em um dos lados do Grand Canium, e percorrer todos os quilômetros do maior e mais antigo metrô do mundo (o de Londres), subir no espetacular castelo do Kremlin, sem esquecer o do Conde Drácula , apertar a mão de Fidel Castro , sobrevoar a Cordilheira dos Andes, ir à Terra do Fogo, depois a Antártida, ao Polo Sul e ao Norte, assistir das areias do Havaí a um campeonato de surf, subir na Estátua do Liberdade, na Torre Eifel, na Torre de Pisa e depois ir ao Coliseu. Observar com meus próprios olhos as ruínas da Antiga Grécia e da sua rival Turquia. E antes de percorrer o Rio Nilo, fazer um reconhecimento da área do velho Chico (Rio São Francisco). Utilizar como meio de locomoção, apenas por algumas horas, um gigante elefante nas ruas da Tailândia e depois um camelo nas do Marrocos, descer em uma das incríveis minas de diamante da África do Sul, dançar com algumas meninas em Madagascar, depois um frevo nas ruas de Recife, uma noitada nas areias de Salvador, uma festa de “São João” em Campina Grande, e uma festa do Boi Bumbá em Parintís. Isso tudo sem contar um filme no Planalto Central – nas rampas do congresso – em Brasília.

Uau! Mais que cara chato.

Isso é para vocês perceberem como é difícil dizer que um mortal está totalmente realizado.

Mas descendo um pouco do pedestal, sinto-me momentaneamente satisfeito, em já ter conhecido algumas das belezas do Mundo, como a nossa Cidade Maravilhosa, o por do sol no meio da Baía de Guanabara, a cintilante harmonia de algumas cidades fluminenses, paulistas e mineiras . Mais inesquecível mesmo, uma dádiva deslumbrante , e um verdadeiro paraíso que já visitei, foi a Ilha Grande , no litoral sul do Rio, com um mar verde misturado ao azul que nos leva aos sonhos, eu até hoje só vi lá, assim como também o encontro das águas de uma cachoeira com as do mar.

- Tudo bem, tudo bem! Eu como sempre sou um sonhador.

Mas antes de fincar os meus pés no chão, comentarei sobre algumas lembranças de uma época a poucos anos atrás, em que as pessoas eram mais felizes e alegres ou para outros o martírio era compensador, apesar de incontáveis dificuldades que muitas vezes passamos.

Foi um tempo em que a bipolarização ainda existia, em que a direita era a “direita” e a esquerda era a “esquerda” , e os tucanos que ainda eram apenas aves com um bico grande, surgiram e começavam a tricotar para ficarem encima do muro . O Lula começava a Ter projeção nacional e o Brizola era aclamado em todos os quatro cantos em que aparecesse . Os U.S.A. ainda passavam a imagem de super-homem para a gente , e nos telejornais de certa emissora, diziam que os soviéticos comiam criancinhas .

O Apartheid fazia com que todos falassem da África do Sul e de todo aquele continente . O Iraque antes de enfrentar todo o mundo sozinho , saia da guerra com o Irã e o Aiatolá Komeine deixava de dar as cartas , para descansar em seu sono eterno.

Nos bastidores internacionais , diziam que a França e a Inglaterra gostavam tanto, mais tanto da Alemanha, que prefeririam que existissem duas , as quais permanecessem separadas pelo Muro de Berlim . A Cortinas de Ferro ainda era famosa na imprensa, mas aos poucos tornava-se cada vez mais de vidro.

Poucas pessoas sabiam que havia uma doença sem cura chamada “AIDS”, e que existiam cobaias para tudo o que experimentassem , mas as pesquisas eram um pouco mais sigilosas quando se tratavam de seres humanos.

Famosos astros internacionais cantavam uma mesma música e faziam campanhas para salvar a Etiópia mergulha na fome e na miséria que seus próprios países subsidiaram .