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Recomendo a leitura de : A lenda do Cisne Dourado e I love my freedom, procure-os rolando a barra>>Mês de julho/2005. Se houver interesse em livros para download, não deixe de visitar a Minha Biblioteca Virtual em: http://www.box.net/shared/sizq86uunn
Há ajustamento
Por Maurício de Oliveira
O ajustamento, nada mais seria do que o processo pelo qual tentamos nos moldar às situações que são impostas sejam elas desejadas ou não. No percurso que enfrentamos na busca pela nossa satisfação, no preenchimento do nosso vazio, ou na procura pela harmonia interior, deparamo-nos incontáveis vezes com momentos alegres e felizes, mas também com desgastantes e angustiantes situações. Sendo assim, o modo como nos adaptamos ou sofremos, é o que irá nos diferenciar dos demais.
A procura pela substituição dos prazeres que não poderíamos satisfazer, nos levaria a valorizar os que temos. Um exemplo disso seria quando nos encontrássemos despossuídos de valores financeiros para um passeio com a família, ou até uma simples comemoração íntima. Diante de tal quadro, em que por ventura nos sentiríamos obrigados a fazer algo para agradar a todos e conseqüentemente a nós mesmos, procuraríamos nos contentar com as lembranças dos momentos já vividos, ou se sonhos futuros que iríamos realizar, ou seja, ao depararmo-nos com problemas simples, passamos a acreditar que aquilo é momentâneo, é passageiro e que a crença e a esperança devem se manter inabaladas. Em muitas situações nem sempre o uso da razão se faria presente, deixando então que a emoção e o sentimentalismo falassem mais alto.
A vida do ser humano é cheia de contrastes, e acredito que ele não conseguiria viver sem seus problemas e suas barreiras pessoais ou sociais. Especulo que apenas os que não têm mais o prazer de se encontrar vivos neste mundo, é que não possuiriam mais problemas.
Como sujeito social, também possuo meus conflitos, os quais vez por outra me desgastam enormemente. Sinto-me fraco em muitas ocasiões e nem sempre os meus desejos - que poderíamos chamar de primários – seriam satisfeitos. Até aí tudo bem, pois não poderíamos realizar todos os nossos sonhos, contudo, há instantes em que o abatimento tomaria conta de mim, distanciando-me de minhas bases, lançando-me contra meus princípios de uso da razão, dentre outras coisas... liberando-me após alguns momentos de angústia.
A tentativa de acomodação nem sempre seria bem vinda, o que poderia nos levar a perdas emocionais muito grandes, e no combate direto, há um preço que nem sempre estaríamos dispostos a pagar. Com isso passaríamos então a nos satisfazermos como pudermos, todavia, como pessoas dotadas de subjetividades, nem sempre nos sentiríamos completos.
As alegrias que vivemos, e muitas outras que talvez nem saibamos precisar exatamente, também seriam compartilhadas com as muitas e muitas amizades que fariam parte de nossa existência, ou seja, aquelas com quem mais conviveríamos socialmente. Porém, as decepções também estariam atreladas a elas, assim como também em grande parte aos nossos amigos e familiares. Mas compreenderíamos que nosso meio social, os nossos entes queridos, nossos amigos e todos os outros, nos ajudariam a nos formar, a nos construir.
Acho que todos têm muito para viver e oferecer, inclusive para nós mesmos, e a convivência faz com que passemos a aprender e exigir melhor, seja dos outros ou de nós mesmos.
O tempo, a convivência e as exigências de nosso meio nos moldam, às vezes sem percebermos...

Sim é claro... faltaram alguns dos nossos grandes amigos, como o Galvão, O Cosme, o Duquinha, O Cláudio... e outros... e se estivessem a felicidade seria ainda maior... mas valeu o passeio...Abraços em todos...





















No caminho eu pensei:"tomara que eu consiga lugar da barca, pois pegar aquele veleiro vai ser f..."! Pois é, não adiantou chegar cedo, todos chegaram mais ainda... tive que pegar o "teco teco" o qual havia dito que não pegaria mais... O dia estava lindo... o mar calmo... a temperatura boa, então aproveitando o clima propício, pois estava de bom humor... dei uma "ideía no piloto", e ele deixou eu guiar o barco por alguns segundo... só eu mesmo....












Mas enfim... cheguei...
Estou indo em direção a ..., bem, procurarei não falar o nome das praias, basta saber que todas tem seu charme, encanto e particularidade... peguei uma trilha e fiquei apreciando a paisagem... olha que coisa mais linda...






































Momento marcante na subida da Pedra do Sino, na Serra dos Órgãos - Teresópolis - bem acima do Dedo de Deus... Não vou dizer que foi fácil... ainda mais para um cara um pouco sedentário como eu... Foram momento difíceis , mas... prazerosos... e como um grande camarada (Ricardo)meu disse:"... as coisas gostosas e prazerosas tão uma tremedeira nas pernas..."
Em dexistir não pensei, mas me perguntava o que realmente estava fazendo lá ?
Passei (passamos) por privações, dificuldades, calor, frio, muuuito frio! saudades do conforto e aconchego do lar, da companhia de outras pessoas que talvez deseja-se que estivesse lá, além do desgaste físico e mental...
Era só aventura, o gosto de algo diferente... realização de um sonho de criança... ou de "adulto"? desejo de superar os próprios limites? prazer pelo prazer? vontade de provar pra todo mundo ... eu também posso fazer isso!!! ou será pra mim mesmo? a quem eu queria agradar, satisfazer? a quem se não a mim mesmo? ao meu própio ego?
As imagens podem mostrar algo vivido e esperimentado, contudo, a emoção, por mais que tente demonstrar, pertence a aquele momento e instante... outros virão, melhores ou piores, todavia, aquele foi único! Estar lá, viver tudo aquilo foi uma experiência magnánima! encantadora!
Houveram instantem - claro, não estão nestas imagens - que fui a exaustão, ao cansaço extremo. A companhia dos camaradas Ângelo e Ricardo foram excepcionais... cada um ajudando e apoiando o outro... todos buscávamos algo... espero que todos tenham encontrado...
Continuo a pensar sobre as limitações do ser humano... acho que nunca vou parar...
Vivo e continuo a viver sobre "certas" limitações econômico-financeiras, porém, o sorriso é enorme e não se abala com facilidade. Acho que gosto mais de mim agora do que antes... e logo eu, que já era um pouco nascisista ... apesar de todas as coisas... passei a gostar mais ainda ... Mas me controlo, aliás, isso é mais do que necessário...
Viva o momento presente, viva as alegrias e emoções...
Maurício de Oliveira
Turma 2007
PIÑEIRO, Théo Lobarinhas – Crise e resistência no escravismo colonial: os últimos anos da escravidão na província do Rio de Janeiro, Passo Fundo, UPF, 2002.
PIÑEIRO, Théo Lobarinhas – Crise e resistência no escravismo colonial: os últimos anos da escravidão na província do Rio de Janeiro/ Théo Lobarinhas Piñeiro – Passo Fundo: UPF, 2002. 168 pág. (Malungo:2)
Théo Lobarinhas Piñeiro faz parte da nova e talentosa safra de grandes historiadores surgidos no encalço da abertura política brasileira. É contemporâneo de mudanças singulares que varreram o Mundo, e em particular o Brasil, com movimentos populares ímpares e uma constante transformação democrática. Pertence à Direção da Associação Brasileira de Pesquisas em História Econômica e atualmente é professor adjunto na conceituada Universidade Federal Fluminense, onde fez sua graduação (1982), defendeu sua tese de mestrado (1989), e doutorado em história (2002), possuindo vasto conhecimento e experiência nesta área, com ênfase em História do Brasil.
Crise e resistência no escravismo colonial, que fora sua tese de mestrado, foi publicado muitos anos após sua defesa – 13 anos - , e como o próprio apresentador de sua obra – Mário Maestri – diz: “como os homens, os livros envelhecem, contudo, não fora o caso deste”. Todavia, talvez a inspiração para a pesquisa e desenvolvimento de tal tese, tenha surgido diante de percepção do movimento popular e clima existente em sua época – como as diretas já, o Plano Cruzado, o descontentamento com inúmeras greves e passeatas, a hiper-inflação, e a própria aproximação com o clima eleitoral para presidente após o período ditatorial. Talvez Théo tenha feito uma conexão do movimento popular que ora tivesse tido acesso ou presenciara, com a luta e resistência do cativo na busca de sua liberdade, respeitando-se aí as devidas particularidades.
Tal publicação insere-se na historiografia com a intenção de mostrar que os cativos, ao sublevarem-se e resistirem da maneira que lhes era possível, também contribuíram para pressionar pelo fim do escravismo. E que não foram, como contumasmente são mencionados, meros e simples expectadores dos acontecimentos históricos. Para tanto, Théo busca traçar uma linha de pensamento pautado na importância da luta e resistência dos trabalhadores escravizados levando em consideração não à subtração de qualquer participação ou importância para o fim do escravismo, mas sobretudo insere o movimento de resistência no contexto histórico ao lado de outros fatores que comumente são retratados como relevantes, quando se deseja compreender a extinção do trabalho escravo em uma sociedade em ebulição, como a brasileira.
Crise e resistência do escravismo colonial, retrata os acontecimentos percebidos na última década antes do fim da escravidão, tomando como exemplo alguns municípios do então rico Vale do Paraíba Fluminense, em especial os de Valença e Vassouras. Fazendo um recorte e expondo-os como o que talvez também tivesse ocorrido no imenso Brasil rural da época.
Nas primeiras partes da obra ficam claros os ambientes, regiões e épocas que serviram como focos do estudo, todavia, o título estampado na capa poderia induzir a uma abordagem mais ampla, como por exemplo às turbulências e particularidades no Recôncavo Baiano, assim como na diversa região mineradora das Minas, ou os movimentos pernambucanos, como também em inúmeros outros locais importantes em que a resistência à escravidão sempre existira. Entretanto, a abordagem das formas e maneiras que os subjugados se utilizavam, como as fugas e rebeliões, facilmente poderiam ser abordadas em quaisquer desses contextos. Vale lembrar apenas as particularidades das regiões cafeeiras.
No decorrer do debate sobre o fim da escravidão, assim como na desmistificação da Lei de 13 de maio de 1888, nos desdobramentos do processo gradual do escravismo, no movimento abolicionista, além dos problemas enfrentados pela Coroa em manter a unidade e a ordem, Théo busca contextualizar os movimentos de resistência, sugerindo uma releitura sobre a relação luta escrava versus fim da escravidão, pois a crise do escravismo seria estrutural, considerando que na organização e dinâmica da produção escravista estariam intrínseco elementos que explicariam a sua própria desagregação. Isto em si, justificaria a ênfase nesta outra abordagem, a qual vai de encontro com visões amplamente difundidas, como a de que a abolição da escravatura teria sido um negócio de “brancos”, ou teria ocorrido em função do simples desenvolvimento do capitalismo internacional. Lobarinhas, embora reconheça os desdobramentos do desenvolvimento industrial e capitalista, o contexto histórico internacional, e inúmeros outros fatores, lembra que mesmo em obras que sugerem análises e sugestões no sentido de entender a superação do escravismo colonial como fenômeno estrutural, estes em quase sua totalidade, deixam de considerar o papel do cativo nesse processo.
Théo Lobarinhas Piñeiro cita vários autores que fizeram da presença negra em nossa sociedade uma vertente em seus estudos, dentre os quais Emília Viotti, José Murilo de Carvalho, Mário Maestri, Gorender e Ciro Garcia, estes últimos lembrados marcadamente nesta obra. Porém, todos, assim como inúmeros outros autores, também lembram em suas obras sobre a História do Brasil, a manutenção da escravidão como um dos pontos centrais que tenderiam em favor da escolha pelo “modelo” de império que se desejava e sua sustentação. Ou seja, a perpetuação da escravidão era mais do que uma opção, quem sabe o único caminho para manutenção da “ordem”. Diante disso, torna-se incontestável o estudo da escravidão para se compreender os movimentos ocorridos durante o Império Brasileiro. Suas revoltas, o custo de manutenção de tal sistema, a “opção pela extinção” de modo brando da escravatura e até a sua “ruptura” através da Lei de 13 de maio.
A Lei do Ventre Livre em 1871, teria sido a opção encontrada para o desenlace lento, gradual e seguro da escravidão, inclusive com eventual indenização pela perda do escravo – que não ocorreu -, que aliás em muitos casos era o principal ativo de muitos fazendeiros. Pois diante da crise que se arrastara desde o fim do tráfico negreiro, ou segundo outra ótica muito antes da nossa independência, poderia culminar em algo aterrorizador para a sociedade escravocrata e tão hierarquizada da época, pois se deveria agir sobremaneira para que as mudanças – que eram inevitáveis – não viessem através de qualquer movimento revolucionário, ou quem sabe uma própria guerra civil, pois o pesadelo haitiano, por mais longe que tenha sido, e distante da realidade brasileira, fora real.
Lobarinhas reconhece que a abordagem do tema em foco apresenta certos empecilhos quanto á obtenção e crítica de dados. Pois usa como fontes para sua sustentação os jornais da época, pouco pelo dizem e mais pelo que tentam omitir, relatórios de presidentes da província do Rio de Janeiro, chefes de polícia, inventários das fazendas, registros de cartórios, assim como outros pesquisados no Arquivo Nacional. Lembra que em muitos casos as documentações disponíveis foram produzidas por proprietários de escravos ou grupos a eles ligados, e cita a necessidade de compreender como se dava a sociedade escravocrata altamente explosiva de então, com suas dinâmicas, modo de produção, leis e tendências. Faz um esboço da “empresa escravocrata”, a dependência de uma mão-de-obra cativa, um pequeno histórico da oscilação do preço do produto a ser exportado (que nesse caso era o café), o preço pego ao fazendeiro e no porto, a dependência do mercado externo, a busca de rentabilidade da fazenda escravista e o custo da mão-de-obra. Contudo, o uso de inúmeras tabelas e quadros como anexos são muito menos explorados do que se estivessem sendo decodificados e discutidos no meio dos textos, pois dificultam um pouco a visualização imediata, mas são uma fonte mais do que importantes.
Théo analisa qual é o papel da resistência escrava como elemento também estrutural, que tendeu a acelerar o processo crítico e como influenciara nas relações de reprodução escravista. Consegue retratar com uma proximidade satisfatória, um mundo rural altamente sintonizado com o urbano, no qual estão presentes os movimentos abolicionistas, a preocupação dos senhores escravistas e dos demais libertos com a iminência do fim da escravidão, os relatos e receios das forças públicas e particulares responsáveis pela segurança, o número exorbitantemente desordenado de alforrias, e a preocupação crescente que faziam suscitar os temores e o pânico. Enfim, consegue demonstrar, reconstruindo e nos transportando, o clima existente na região cafeeira do Vale do Paraíba Fluminense, principalmente nos últimos momentos que antecedem a assinatura da Lei Áurea.
Crise e resistência no escravismo colonial nos leva a concluir que a questão da resistência escrava encontra certo respaldo, no que contribuiu para o fim da escravidão a luta do cativo. Principalmente quando se observa o aumento das alforrias e a qualidade destas, pois colocara em cheque um dos pilares de sustentação do sistema. Não que deseje justificar que o fim do escravismo foi através da luta do escravo, mas trazer à luz de nossos olhos, idéias e pensamentos que nos levem a observar também essa outra linha de pensamento.
Caramba, lembram da lenda do Homem do Saco! Pois é , eu sou uma versão...rsrsrsrs Sendo que este está cheio de gelo.... Em plena Praia da Barra da Tijuca, meio de semana, dezembro de 2006...


Há momentos impagáveis de tão extraordinários que são. Ao menos para mim, este foi um deles. Um passeio para o para o paraíso de Angra dos Reis, aliás foram dois com a galera. Me recordo de um em que a nossa bebida era apenas cerveja , quando não era refri., e não água. Muito bom...
Sorrisos largos, histórias encantadoras e instantes melhores ainda....



Acampamento em Itaipu 

essa barbudinho ao lado ao sarcófago faz bastante! Eu de shortinho azul com muchila nas costas em busca de alguma aventura também! Pow na van também? aí é sacanagem!!! Assim como na barraca de camping e fazendo pose entre os coqueiros. A mas recente é essa tipo tarzan . A imagem no meio do mar é do pôr do sol no meio da Baia de Guanabara... inesquecível...



Doces e inesquecíveis lembranças de uma época que , infelizmente, não volta mais. Quer queira ou não, os anos se foram e em minha face o sorriso é um pouco diferente, pois as rugas teimam em querer aparecer, mesmo contra a minha vontade e esperança e numa proporção quase sem controle. Mas, apesar de tudo continuo vivendo feliz, como nestes lindos e encantadores momentos do passado- numa das praias semi-desertas da Ilha Grande, RJ - ou numa outra cachoeira na Serra do Rio de Janeiro (Magé). Contudo, a alegria sempre esteve, e torço para que esteja, presente um todos os instantes de minha nada mole vida. A grana é cada vez mais curta, o tempo é cada vez mais escasso, e os bens materiais me faltam, mas eu sou chato e teimo em querer continuar sorrindo para a vida assim mesmo, pois ela é linda. Declaro que desejo viver só 100 anos, depois disso talvez eu queira "descansar"














o Carnaval 2006 foi , como sempre, diferente. Desta vez, após comemorar meu aniversário na companhia de meus colegas de Faculdade no Cordão do Bola Preta (sábado de carnaval junto com mais de 150 mil pessoas). Dei um pulinho , infelizmente, de apenas uma semana, em Recife, Olinda, Porto de Galinhas( PE) e João Pessoa (PB). Digo-vos que qualquer lugar que estejamos a passeio é MARAVILHOSO, e neste vos falo que imperdível é o passeio de jangada em Porto de Galinhas. É simplesmente encantador você alimentar os peixes, que vêem comer na sua mão. Se distrair com os repentistas (aquelas caras que ficam inventando rimas ) para você e etc... INESQUECÍVEL. A praia de Tambaú, em João Pessoa (apesar de mais deserta do que imaginava), é outro ponto muito bom. vale à pena. Os bonecos gigantes em Olinda são de ficar na memória por longos carnavais, e o frevo e o maracatú em Recife são um pouco diferentes do nosso Carnaval ( aqui do RIO), mas a descontração e animação são encantadores. A Praia de Boa Viagem é bacaninha e o destaque é que a água é morna, vale o passeio. Dentre todas as fotos postadas aqui, a que mais gostei foi a que me mostra sendo salvo da "perdição" pelas lindas e encantadoras freirinhas em Olinda, que saudade...





































Para quem não conhece, a Terra Encantada é um Parque temático localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro-RJ. Um lugar maravilhoso para se divertir e drincar como uma verdadeira "criança". Destaque para a gigantesca Montanha Russa e o Cabun. Contudo, independente do local que estejamos, o mais importante é com quem ! E nesse caso fui um cara muito, mas muito feliz de estar na companhia de pessoas simplesmente encantadoras. Sinto muito orgulho de ter compartilhado muitos momentos mágicos com esta turma. E este foi um . Ainda estam faltando na foto o Tiago , que tirou esta, e a Édna, que não estava neste dia. Beijos nas meninas e abraços nos rapazes. E obrigado por me deixar compartilhar da companhia de vocês.


Em recente visita à capital paulista, deixei o meu sol maravilhoso no Rio (com ceu azul e temperatura em torno de 35º) e enfrentei a famosa garoa. Como de costume, as pessoas andavam calmamente e desfrutavam os seus 18°/19º de camiseta e bermuda e eu, bem, como podem observar sentí frio. Mas valeu à pena! Todos sabem que a sede so poder, infelizmente, não é na Cidade Maravilhosa e muito menos em Brasília. Mesmo com meu bairrismo, tenho que reconhecer que quem manda é a FIESP e grandes empresas instaladas na Av. Paulista.
Momentos marcantemente alegres e descontraídos da manhã do dia 16 de outubro de 2005, em que fui oficialmente consagrado como padrinho da linda filhota do meu irmão Ivinho e da Alessandra. A madrinha foi a encantadora Andreia, também tia coruja da Dudinha. Só tenho a agradecer por tal honra. Deixo aqui minha homenagem também a madame Sara, e a Verinha e toda a família.Beijos e abraços em todos. Com carinho do Maurício






Houve um tempo em que as coisas eram um pouco diferentes . As alegrias eram enormes, e os sorrisos largos faziam parte constante da vida de muitos colegas e amigos. Bela época! Madame Jack.... "magrinha"! A galera? era só sorriso! É...o tempo passa, mas as saudades são enormes!!!! Tenho muuuuito orgulho de ter conhecido pessoas tão especiais e de compartilhar muitos sorrisos com eles. Alguns colegas não estão nessas fotos, porém estendo os sentimentos com todo o carinho para todos eles como a Patricinha e o Marcelinho , sua esposa e a Simone.. Os outros são o grande camarada e figura extraordinária Lázaro, além do Léo , do Marquinho e do Flavinho. As meninas, as encantadoras irmãs Cíntia e Flávia, além das belas Cátia e a "Môna". A madame Jack era a figura central de toda esta história. Bem, deixo aqui os meus mais sinceros sentimentos de carinho e afeto para toda esta turma que fez parte da minha vida. Muitos beijos nas meninas e abraços gigantescos nos rapazes. Tenho muito carinho por todos!














Momentos nostálgicos e alegres na Faculdade! Patrícia, com a Isabel e filha. Eu com as lindas gatas Giovana e Ioná. As belas Tatiana e Sabrina.Eu com uma parte da galera, com Sabrina, Fernanda, Tatiana, Sara, Saralice, Vanessa, Vania César, André, José e Ricardo . O sorriso linda da Iara. Com o André, O José , o Roberto, o Flávio e as meninas ao fundo. Eu e a Sabrina, Sara, Saralice, Eny e Rosilene. E no final, as belas, Vanessa, Fernanda, Vania Cesar e Tatiana












Bem, tenho que ser sincero, sou um tremendo pé de pau! mas os meus amigos de infância gostam muuuuuuito de mim, e me deixam jogar, ou melhor dizendo, correr atrás da bola!
Eles são realmente fantásticos, com uma alegria que empolga qualquer um. Todos têm suas responsabilidades e obrigações, mas a segunda-feira à noite é sagrada. Encerramos nossos jogos quase às 11h da noite, como nesta segunda, dia 08 de agosto de 2005.. E depois ainda fomos para o aniversário do Duquinha, que terminou nesta madrugada. Deixo aqui as minhas mais sinceras homenagens aos meus queridos amigos e colegas de infância, Cosme, Mauro, Edmilson e seu irmão Alexandre, Joãozinho, Duquinha e noiva, Carlinhos e filhos, Paulo e filhas, Sr. Jorge ( o pai deles). O meu primo Paulo César, o Marcelo (teta), o Zé, Cáudio,ao Cleber, ao Bruino, ao Washington e seu pai Luís "Raimundo", ao meu Chará Maurício, e todos os outros














DESEJOS III
O magnetismo de tuas curvas me atrai
a lua em seus olhos me desarma.
Minhas pupilas te seguem,
pois estão hipnotizadas
assim como meus lábios
que são conduzidos a sussurrar seu nome.
O mesmo vento que sacode suavemente
As folhas das árvores,
me leva a perceber o brilho em teus cabelos,
levando-me a desejar acariciá-los.
Permitem também abrir um pouco o seu decote,
me deixando ver seu busto,
o qual já não me deixava dúvidas.
Pois seus seios são uma afronta à gravidade,
teimando em manterem-se maravilhosamente suspensos,
mesmo sem auxílio artificial.
Parecendo externar o vulcão de sentimentos
que circundam e perturbam seus desejos libidinosos.
Induzindo-me aos sonhos
de poder senti-los e degustá-los.
Sinto seus lábios doces
e o sabor de sua língua,
os quais me traduzem seus sonhos,
levando-me a sempre desejar te ter
Por Maurício de Oliveira.

Desejos II
Ver-te desfilar seu charme diante de meus olhos,
que não paravam de admirar o balançar de suas formas
- cuja delicadeza de seu caminhar levava-me a sonhos-
fazia-me despi-la.
Para desencanto de meus delírios,
vós não dirigíeis teu corpo ao encontro do meu,
ao contrário teimava em afastar-se
como a lua do sol.
Imaginava-te com tua beleza nua e delicada,
afogando-me em beijos, carinhos e prazeres.
E ter-te em meus braços,
com tua face junto à minha,
levou-me a satisfazer
não só o que desejava em meu inconsciente,
mas o que em teus sonhos sempre esteve presente.
Por Maurício de Oliveira


e o meu corpo
o teu não tocar,
imaginarei então que tive tuas formas ao meu lado
e a beleza do teu rosto junto ao meu,
pois assim em minha face
talvez um sorriso poderás encontrar.
Fingir não sofrer assim farei
pois lágrimas dos meus olhos
não irás ver rolar.
Quando o dia seguinte se arrastar
e tua voz meiga e suave
eu não tiver o prazer de escutar,
meu coração lágrimas derramará.
Acariciar teus seios ainda desejarei ,
beijar e sentir teu sabor assim sonharei
e de venerar o teu corpo não mais esquecerei.
Quando este dia então chegar,
teus lábios com os meus vão se encontrar,
tua língua ei de saciar
e teu calor e gosto enfim eu sentirei.

Hoje ela estava simplesmente encantadora. É inacreditável como a sua beleza transcende a qualquer situação a momento, mesmo com o seu lindo cabelo preso ela consegue manter aquele cintilante olhar envolvente. Consigo admirá-la , dos seus pés delicados ao seu cabelo que está em forma de um coque, e observar todo que parece Ter sido feito em uma fôrma , pois possui curvas lindas. Mas com certeza ficariam muito mais bonitas totalmente nuas em minha cama, pois eu poderia admira-las ainda mais.
A sua calça jeans, um pouco justa, deixa transparecer a forma torneada do seu conjunto de pernas, e até fico imaginando em poder tocá-las e acariciá-las com meus beijos. O meu pensamento voa e monto uma visão das suas coxas delirantes, tão macias... sinto vontade de passar a mão nelas e de ficar alisando-as...
Noutro dia avistei o seu bumbum redondinho e lindo, e fiquei com uma vontade louca de poder agará-lo, beijá-lo e venerá-lo ainda mais. Me imaginei tirando a sua calcinha vermelha, os meus olhos brilhavam e a minha mente flutuava diante de tão penetrante cena. Toda aquela forma feminina, capaz de levar qualquer homem ao êxtase e ao delírio encontrava-se então diante de minhas pupilas, ao alcance de meus carinhos e meus afagos.
Sua barriginha quase todos os dias e vejo e mantenho-me em posições estratégicas para admirá-la , vejo alguns dos seus pêlos bem ralos, fininhos, pequenos e clarinhos, e digo para mim mesmo: “o tempo pode passar, mas a minha face com certeza vai poder deitar em tão linda pele, e então meus carinhos irão percorrer cada centímetro de tão formosura beleza”.
Vejo a forma do seu busto e mais uma vez mergulho em meus pensamentos, percebo os seus seios livres de qualquer acessório e imagino tirando do teu corpo algo que me impeça de vê-los como a natureza os fez, nus em pêlo, com suas rodelas arrepiadas após eu tocá-los com meus lábios e sentindo toda a sua rigidez, ao segurá-los e apertá-los com minhas mãos carinhosamente.
Às vezes consigo sonhar de olhos abertos quando ela se posiciona ao meu lado no assento ou está bem próxima de mim, me enxergo caminhando lentamente com ela em meus braços, e antes de deitá-la em quaisquer lenções, beijo todo o teu corpo. Consigo ver a tua ameixa, ela é tão bonita ...! e com muito desejo, acaricio-a com meus dedos e mãos e logo depois, degusto o seu sabor dentro da minha boca , como se fosse uma dádiva, então ela sente um prazer indescritível e percebo o seu corpo tremendo e a sua respiração alterada e logo depois chegando ao clímax.
Ardente de vontade e de desejo, te abraço e te beijo, e o meu corpo por fim choca-se com o seu, movimentando-se inúmeras vezes intensamente sobre ele. Ela sentia sobre si o meu suor e eu cada vez mais o prazer de saborear o teu gosto. Depois deitava novamente sobre ele em outra posição, fazendo com que nossos corpos se completassem e formassem um só. Fluidos são trocados, beijos são iluminados e gemidos são ouvidos e mais uma vez flutuamos.
De repente desperto e tenho consciência de que infelizmente não a tenho em meus braços, não a possuo e que tudo não passou de um lindo sonho. Tudo fora apenas um delírio que tive com ela.

A Lenda do Cisne Dourado
Por Maurício de Oliveira
Era uma vez um pássaro dourado, cujo brilho iluminava e encantava todos os corações que o vissem. Sua plumagem era diferente de uma cor muito rara, mas o que levava os seus admiradores ao delírio era o seu canto inflamado, que transmitia paz, harmonia e alegria.
Quando abria o seu bico, o som quase que divino que saía para o mundo ouvir, fazia com que os outros mortais viajassem no tempo e no espaço, fazendo com que sonhassem e imaginassem somente o lado bom das coisas. Os seus ouvintes tinham noção das mazelas e indiferenças que pairavam em seus subconscientes, além dos problemas que viviam e também das dificuldades e incertezas que enfrentavam. Mas a coragem de vida que aquele cisne transmitia fazia com que as pessoas lembrassem dos momentos felizes que existem em seu dia-a-dia e, com o balanço das suas asas, talvez querendo imitar as nuvens do céu a se movimentarem, conseguia fazê-las enxergar que o mais importante de tudo eram sentir que estavam vivos, e essa era a melhor coisa que podia existir e, por isso deviriam se sentir abençoados.
O seu olhar, ao percorrer sempre as matas e florestas, mares e montanhas, desertos e rochedos cinzas, praias e cachoeiras, e também ao admirar a beleza da noite, com suas estrelas quase sempre ao lado da lua, trazia luz e liberdade aos corações, da mesma forma que a grandeza do céu azul com sol ardente, lembrava o calor que tanto precisávamos e quanto tínhamos a aprender e a viver. Porém, mesmo com seu resplendor, não conseguia agradar a todos. Existiam aqueles que intimamente o admiravam por sua forma e modo de ver o mundo, mas não aceitavam que pudesse ser tão diferente, e até fazendo uso da redundância, não muito igual aos outros.
Seus opositores, então, embrenharam-se nas matas a sua procura, projetando não só encontrá-lo, mas sim a sua prisão, sua captura, para que a “Lenda” deixasse de ser uma ficção, e para que todos pudessem não só admirá-lo, mas também para que servisse de modelo, como um ponto chave, para exames e pesquisas. Muitos saíram a sua caça, movidos por forças ocultas e/ou misteriosas, as quais impunham vontades extremas, algumas com tom sarcástico, lutaram sem descanso. Até que num certo dia, não tendo mais como suportar o quase que intransponível cerco armado com vistas à sua prisão, resolveu se entregar. Por instantes sentiu-se como água, tão acostumada com a imensidão dos rios e mares, que a “gaiola” fazia-o lembrar da limitação que porventura aquelas paredes o ofereciam, por isso sentiu-se sufocado.
O canto de suas colegas cigarras passou a ser diferente e o entardecer começou a ter outro sentido. E como alguma vez imaginou que seria, após o seu aprisionamento, o mundo passou a ter outro significado. Não conseguia mais ouvir o som deslumbrante que saía de seu bico, e passou a escutar/rastrear outros sons. O confinamento levou-o a analisar muitos outros fartos de que antes não se dava conta.
E por razão desconhecida ou, incompreendida, nem mesmo o mar com seu gigantismo e profundidade estonteante, fazia-o sonhar mais. O prazer que sentia em inflar seus pulmões e cantar teve que ser dividido com outras sensações e sentimentos. E desde então a pureza que habitava em seus atos e atitudes, e a beleza do cisne com seus brilhantes olhos, não foram mais os mesmos. Seu mundo fora reduzido, e a imensidão que suas asas alcançavam não eram mais tão admiradas, e muito menos deslumbrantes. O toque mágico que conseguia dar a pequenas coisas não surtia mais efeito, e num dado momento, percebera a falta que faziam para ele as pessoas e lugares que amava, e como em várias ocasiões, se sentia vazio com a ausência das pessoas, porque elas é que faziam com que se sentisse importante, enxergava o seu valor nelas e em tudo que construía para tê-las. E como numa correnteza incontrolável, viu-se inerte, e sem forças para lutar, pois no abismo em que seu coração se encontrava, com certeza não forneceria resistência alguma às investidas de qualquer força ou oponente.
O cisne que sempre temeu a solidão e o esquecimento, passou a notar a frutificação de outras idéias em sua mente, e não tendo mais noção do que acontecera consigo, se era bom ou ruim, notou que por mais que sonhasse, que descobrisse coisas novas, que se dedicasse e que fizesse, continuaria sendo um Cisne, e não conseguiria mudar os fatos, não poderia modificar o Mundo. Notou que por mais bravo e corajoso que pudesse ser, por mais honrado, honesto e justo que conseguisse, e por mais audaz e ousado que fosse, não modificaria as coisas já existentes, não poderia mudar a História, e muito menos comandar os sentimentos dos outros. Viu-se numa situação extremamente nova e diferente por si só, a qual motivou-o a lutar contra si mesmo, gladiando com seu próprio Eu e conseqüentemente dividindo sua energia, sua atenção, seu raciocínio. Tudo por que se deixara capturar, tudo porque o Mundo não se modificou em quase nada, mas sim Ele, o Pássaro Dourado, que se viu forçado a se adaptar às novas situações.
Momentos turbulentos se seguiram após o se “conflito interno” e como algo mais que normal neste crítico momento, houve muitas descobertas, incertezas, tristezas e alegrias, e seus prazeres nunca mais foram os mesmos.
Houve instantes em que nem mesmo podia ouvir a voz que vinha de dentro do seu coração, a qual encontrava-se impressionantemente forte, e teimava em subjugar a própria razão. Pois como raízes profundas encravadas em suas veias, os sentimentos muitas vezes extrapolam a capacidade de compreensão.
A ave, outrora encantadora, passou a lembrar-se de sua infância, desde longínquas imagens retorcidas de seus primeiros anos, até o início de sua vida pensante, recordara de seus queridos momentos e até de outros mais atuais, saboreava o prazer de tudo que vivera até ali, pois sabia que aqueles momentos, muitos mágicos e maravilhosos, quase que indescritíveis, se foram para nunca mais voltar, poderiam sim, surgir, mais não com a mesma intensidade, não com a mesma magia, não com o mesmo sentido e significado.
Ele (o Cisne) passou a clamar por liberdade, mas o que seria ela senão poder amar a vida, mais do que o próprio coração jamais imaginou antes.
Lembrou da necessidade que tinha de abraçar o Mundo com suas vibrantes asas (imaginava poder fazer isso), todavia não que fosse essencial para os outros, mas sim era a forma dele se sentir vivo, ativo e importante para consigo mesmo. Assim se sentia parte do Mundo e do Universo, como as estrelas brilhantes que enchem de luz o nosso céu. Pois sabia que tinha a sua tarefa, o seu papel a cumprir.
Queria se sentir imenso como os oceanos, mas não para dividir os seres ou afastar suas culturas, mas sim para servir de porta, de corredor para aproximar as criaturas. Queria ser as ondas das praias, para encher de beleza todos os olhos que se deparassem com suas formas. Queria ser as nascentes das magníficas montanhas, para poder dar mais prazer e suavidade aos aventureiros que ali chegassem. Ele queria ser a brisa envolvente, aquela cujo vento suave e sereno sopra nas cascatas, nos rios e nos mares, nas matas e nas florestas, nos rostos de nossas amadas com seus olhares cintilantes e também no calvário de nossas cidades. Queria ser as cores do arco-íris, para numa ocasião ou outra, enfeitar mais o nosso céu. Queria ser o próprio ar, para o qual não existe barreira. Certa ocasião, num momento extremo de delírio, desejou virar um Ser “frio”, sem sentimentos, para não entrar em conflito consigo mesmo, não mais imaginar ou lembrar das tribos hostis que muitas vezes o incriminavam, o cercavam, o diminuíam, vulgarizaram sua imagem, sucumbiam a sua beleza e agrediam seus pensamentos.
Mas também imaginou muitas e muitas vezes se transformar na parte mais emotiva de todos, ou ao menos o que se considera como sendo, pois desejou ser o próprio coração, só para se deliciar e sentir o que realmente é o amor. Queria sentir o que é essa coisa sublime que o faz bater mais forte, e em algumas ocasiões querer sair do peito. Que ao mesmo instante é abstrata e maravilhosa, que todos sabem que existe, mas não podem tocar, pura e simplesmente, e sim apenas sentir. Queria sentir o gosto do que não se pode pesar ou medir, do que não se pode qualificar como sendo melhor ou coisa parecida. Queria poder apreciar todas as emoções e sentidos, todas as maneiras e formas, todas as visões e delírios. Enfim queria perceber em suas cavidades esse sentimento profundo que devassa e destrona qualquer SER. Talvez assim compreendesse melhor muitas reações dos mortais mas... Voltou à realidade nua e crua em que se encontrara a sua existência. Era um cisne, perdera seu encanto e sua magia, tornara-se uma simples ave, e com isso deixara de ser especial. Tornara-se refém de suas próprias histórias e lembranças, do seu apogeu e declínio, de suas realizações e também de suas frustrações, de seus acertos e de suas falhas e erros, de suas descobertas e de seus esquecimentos. Transformara-se em um prisioneiro de sua própria consciência.
Meses e mais meses passaram-se, sem ele sentir ao menos as emoções que alimentavam a sua alma, passara a viver outras em cativeiro, mas não eram tão sublimes. Em certas ocasiões poderiam até ser encantadoras, mas faltavam a espontaneidade e até uma modesta simplicidade, não a material, mas sim a emocional.
[...]
De repente um raio de luz fura o bloqueio noturno...
- É mais uma manhã! Pensa o então esquecido, porém amado, Cisne.
Mais não são luzes comuns, pois a cor era de uma tonalidade diferente, e o nosso estimado e querido flutuante, percebe que algo está mudando, pois passara a enxergar coisas como antes.
Após o sétimo dia se passar, e ver a escuridão dominar todo o horizonte, tornando noite o que antes o sol iluminava, ele adormeceu como há tempos não fazia, uma paz interior tomou conta de sua aflição e passara a inundar seus pensamentos. E mesmo dormindo, podia ser visto em sua face um sorriso, seu semblante mudara e sua fisionomia ficou revigorada.
Estava sonhando!
Não sabia mais o que era isso. Perdera esse dom, e estava sendo abençoado naquela noite. Em seu sono não conseguia enxergar nitidamente as imagens, eram turvas, mas existia uma voz meiga e amiga que pronunciava com uma suavidade, palavras bonitas e mensagens que há meses (que pareciam milênios) não ouvia, e num dos pensamentos dizia:
“Esperar uma solução dói,
mas voltar a ser quem você era dói também.
Porém, esquecer quem você é, e suas raízes, dói mais ainda.
Mas não saber que decisão tomar,
É o pior dos sofrimentos “.
[...]
E como num conto de fadas, em que os mocinhos passam por privações, sofrem humilhações, derramam lágrimas, e muitos são esquecidos pelo seu próprio egoísmo. Essas vozes e mensagens abriram o seu coração, e o fizeram sonhar novamente, e a bondade que antes reinava em seus atos, tornou-o mais uma vez alegre.
Na noite seguinte, em seu sono tranqüilo, ouviu outras palavras , as quais o lembravam que ele ainda estava vivo e que ainda existia tempo para fazer qualquer coisa que desejava. Recordara de outras mensagens que ouvira:
“Muitos dos verdadeiros vencedores, cometeram incontáveis erros, contudo muitas das vezes são apenas lembrados por suas vitórias. Inúmeros se perguntam o que realmente fazem aqui, dentre tantas e tantas pessoas comuns. Onde nem sempre as pessoas conseguem enxergar seus verdadeiros valores e bondades”.
Então a partir da manhã seguinte, o Cisne Dourado sentiu-se mais vivo e mais importante. Passou a lembrar que fazia as pessoas sorrirem e a também sonharem e decidiu tomar novamente o controle de sua própria vida.
Para não levantar suspeitas, manteve-se cômodo e submisso com toda e qualquer ofensa. Teve que engolir respostas e situações que nunca imaginara antes. Tudo para que não descobrissem que já havia recobrado parte de seus pensamentos, que estava conseguindo ver novamente o brilho em seus olhos e no de outros seres, e o mais importante de tudo, estava voltando a cantar e com isso, poderia levar novamente os mortais a sonharem.
Ele já conseguia voar e a sonhar, porém comprometeu-se consigo mesmo a esperar o momento oportuno para poder bater suas asas novamente, sentir o calor do sol por dentre as suas penas, a leveza do ar em sua face, a imensidão dos mares diante dos seus olhos, a emoção de seus colegas pássaros brincando entre os céus, testemunhar a força do encontro das águas, e principalmente sentir a liberdade soprando em seu peito e o fazendo de novo inteiro e feliz.
Em sua mente, fazia planos para voltar à querida e estimada floresta, viver na companhia de todos os seus amados, e compartilhar a sua felicidade com os seus queridos. Porém a sua volta não seria tão fácil, ou melhor, dizendo, a sua adaptação talvez fosse complicada, e com isso seria um alvo fácil para a captura novamente.
Refez suas estratégias com o apoio, a compreensão e o amor (que o tempo não conseguiu apagar) de uma semelhante – a qual adquirira seus poderes devido à convivência com o bondoso Cisne – a qual contando com habilidades que aprendera com o passar dos anos, abriu um novo horizonte para suas vidas. E lembrou do velho desejo de peregrinarem para o NORTE , para onde as aves tem que ir, ao menos uma vez em suas vidas terrenas (como num ritual milenar, para se purificarem) .
[...]
Passadas mais algumas semanas...
Quando não mais que de repente, explode em seu coração à vontade de cantar e de voar. E o som encantador que saiu de sua garganta, soou pelos quatro cantos como nunca anteriormente, varando as paredes que o aprisionavam. E uma força sobrenatural surge em seu bico e suas asas, e ele consegue quebrar o encanto e com isso, rompe as grades e arames que o prendiam. Sua liberdade fora conquistada com suor, sangue e lágrimas, por isso batia suas asas com alegria e vontade. Mexia-as como aprendera e que há tempos não pudera, parecendo dançar um balé em pleno ar, de tão feliz. Inflava seus pulmões e cantava novamente, para todos os que pudessem ouvir se admirassem, pois aquilo era belo e magnífico.
O Cisne Dourado (como muitos conheciam aquele pássaro) reconhecia que havia cometido muitos erros e tido outras falhas, muitas guiadas por sua própria vontade. Mas aprendera tantas lições, muitas até sem querer, que o fez amar mais a vida, que todo e qualquer momento que vivesse em diante, tentaria realizar seus sonhos, mergulharia em suas fantasias e delírios, ouviria suas emoções e principalmente iria ter com o seu amor muitos herdeiros, para que dessem continuidade à LENDA DOS SERES ENCANTADOS.

A Noite
Por Maurício de Oliveira
Ela nos fascina, pois pode acontecer de tudo. De um simples silêncio misterioso, ao canto de um grilo isolado.
Nela o nosso olhar se sobressai quando brilha, e um sorriso muitas vezes tem um significado indefinido, podendo nos cativar, mas ao mesmo tempo nos desperta confusas interrogações.
Assim é a noite, linda como só ela pode ser. Que ao mesmo instante que traz alegria, também traz medo, suspense e dúvida.
A claridade da luz artificial desafia a escuridão noturna, onde as estrelas e a lua estão escondidas nas nuvens, procurando seus pares com intenções libidinosas, assim como nós fazemos, ao apagar tudo, ou então deixamos um pequeno facho de luz colorida, para dar mais charme ao encontro de corpos.
A noite é parceira dos sonhos e ilusões, onde flutuamos com nossas mentes sem compreender muito o por que, mas sempre a procura de algo. Desejos outrora reprimidos vêm à tona quando sem entender, imagens são criadas em nossos sonhos, delírios vividos ou não, são reprisados de inúmeras maneiras. Incontáveis e inesquecíveis histórias ou estórias são rodadas em nosso cinema particular, aquele que pertence somente a cada um. E satisfazem muitas vezes aos anseios que a nossa mente precisava.
A noite nos proporciona fantásticas situações de prazer, sejam elas sexuais ou não. Na ausência de luz, imagens são criadas em nossa mente, e as formas magníficas dos corpos, são percebidas com nossos toques sutis de desejo. Verdadeiros monumentos físicos são apalpados com nossas mãos, o nosso olfato sente cheiro de prazer. Os nossos lábios se sentem incontroláveis, e também querem perceber de que são feitos tais dádivas torneadas.
A noite nos confunde, porque não sabemos se o que estamos vivendo vai se acabar, quando os raios de sol furarem o bloqueio do silêncio e da escuridão. E se os movimentos praticados vão poder se repetir durante a noite seguinte.
Mas é sempre assim, cada noite é única. E não importa o que aconteça, sempre vai haver mais uma noite.

Turma da Legião
LEMBRANÇAS
( O MANIFESTO)
Por Maurício de Oliveira
“... devemos ou não nos arrepender do que fizemos ou virmos a fazer?”
“... pra voltar atrás em nossas decisões, é preciso muito mais do que força de vontade, é preciso coragem para assumir as conseqüências de um erro”.
“... às vezes sabemos o que temos que fazer, mas nem sempre encontramos forças para tal. É uma espécie de medo e vergonha, misturado com a vontade de não ferir e de não magoar ninguém . O problema é que as pessoas não se preocupam, não pensam em você , e quase sempre te ofendem, além de não importarem com o que você sente ou deixa de sentir.
Mas se o desenvolvimento bate a nossa porta, ou em outras talvez, então por que não deixar ela entrar? Mas poucos se perguntam quem é que vai se desenvolver mais, se é quem cede ou quem recebe , e quais os parâmetros e compensações exigidas para tais cessões.
Desvinculando um pouco a nossa ótica, ponho em foco agora as lutas e guerras. E se ao mesmo tempo dois adversários evocam o provérbio: “Se Deus é por nós, quem será contra nós”.
Então cantaremos, como já dizia a Canção do Senhor da Guerra(Legião Urbana) mas lembre-se sempre que Deus está do lado de quem vai vencer. E ao cantarmos “O Senhor da Guerra não gosta de crianças”. Lembraremos que a nossa capacidade criativa destrutiva, é impressionantemente fantástica , mas que a nossa insensatez e arrogância tornam-se cada vez mais promíscuas e desumanas.
Dizem (mais quem? Senão nós mesmos), que nós “Homo Sapiens” somos desenvolvidos, pois andamos eretos, com dois pés, possuímos um sistema respiratório, sangüíneo, digestivo e motor evoluídos, além de uma mente pensante e criativa, o que de certo modo não deixa de possuir as suas verdades, mas a cada ano que se passa, novas mudanças, culturas e conceitos são incorporados à nossa história.
Nesse nosso século XX, testemunhamos significativos acontecimentos, dos mais diferentes espécimes, desde o desmantelamento do Império austro-húngaro no começo do século, passando pela perda de poder da super Inglaterra, das demonstrações de grandeza dos alemães perante o mundo, nas 1ª e 2ª Guerras , da capacidade nipônica de superar o fantasma nuclear, da paciência milenar chinesa em esperar a devolução de Hong Kong, das mentiras do nosso golpe militar, da queda do Império Soviético e do asfixionamento do povo cubano perante o Império Ianque . Da criação do Estado Judeu e do sofrimento dos palestinos em terras, que segundo a Bíblia, o filho do criador nasceu, da descoberta de pergaminhos no Mar Morto, do homem chegar ao espaço e pouco tempo depois pousar na Lua. Da facilidade de se comunicar de um aparelho celular com alguém do outro lado do mundo. Do aniquilamento de nossos índios e do esquecimento de nossos subnutridos, até a qualquer greve de fome dos presos de algum presídio ou a fuga de presos da delegacia do lado de nossas casas, sem esquecer da escolha de Sidney como sede dos jogos olímpicos do ano 2000 (Atenas-2004) e a briga ferrenha que a Cidade Maravilhosa travou, com muita dedicação , pelos jogos de 2004.
Tudo isso e muito, mas muito mais, nós acompanhamos , mesmo que através de livros, revistas, jornais, ou do fantástico meio de comunicação e influenciador que é a TV.
Mas nós ,seres habitantes desse encantador e lindo planeta, nunca estamos satisfeitos com nada, e nem podemos estar, pois incontáveis coisas ainda hão de surgir diante de nossos olhos.
Eu particularmente me sentiria realizado, se pudesse, na companhia das pessoas que amo, conhecer todos os caminhos do Rio Amazonas, passar pelo Pantanal, conhecer a Chapada dos Guimarães, presenciar a Pororoca em Marajó e tocar em um dos búfalos que lá existem, vasculhar os caminhos de uma gigantesca caverna na Bahia, tomar banho nas águas cristalinas de Fernando de Noronha , mergulhar em um lago manso perto das Cataratas do Iguaçu, visitar as Pirâmides do Egito, sentir a leveza do Mar Morto, um pouco de frio no Pico Evereste , navegar no Rio Jordão, andar de trem pelas terras dos Czares russos, atravessar a imponente Muralha do China , olhar da janela do último andar do edifício mais alto do mundo (torres gêmeas da Malásia) pedalar nas ruas de Pequim, entrar na Cidade Proibida , depois ir à milenar Índia e pisar no Tadji Mahal, caminhar em um dos lados do Grand Canium, e percorrer todos os quilômetros do maior e mais antigo metrô do mundo (o de Londres), subir no espetacular castelo do Kremlin, sem esquecer o do Conde Drácula , apertar a mão de Fidel Castro , sobrevoar a Cordilheira dos Andes, ir à Terra do Fogo, depois a Antártida, ao Polo Sul e ao Norte, assistir das areias do Havaí a um campeonato de surf, subir na Estátua do Liberdade, na Torre Eifel, na Torre de Pisa e depois ir ao Coliseu. Observar com meus próprios olhos as ruínas da Antiga Grécia e da sua rival Turquia. E antes de percorrer o Rio Nilo, fazer um reconhecimento da área do velho Chico (Rio São Francisco). Utilizar como meio de locomoção, apenas por algumas horas, um gigante elefante nas ruas da Tailândia e depois um camelo nas do Marrocos, descer em uma das incríveis minas de diamante da África do Sul, dançar com algumas meninas em Madagascar, depois um frevo nas ruas de Recife, uma noitada nas areias de Salvador, uma festa de “São João” em Campina Grande, e uma festa do Boi Bumbá em Parintís. Isso tudo sem contar um filme no Planalto Central – nas rampas do congresso – em Brasília.
Uau! Mais que cara chato.
Isso é para vocês perceberem como é difícil dizer que um mortal está totalmente realizado.
Mas descendo um pouco do pedestal, sinto-me momentaneamente satisfeito, em já ter conhecido algumas das belezas do Mundo, como a nossa Cidade Maravilhosa, o por do sol no meio da Baía de Guanabara, a cintilante harmonia de algumas cidades fluminenses, paulistas e mineiras . Mais inesquecível mesmo, uma dádiva deslumbrante , e um verdadeiro paraíso que já visitei, foi a Ilha Grande , no litoral sul do Rio, com um mar verde misturado ao azul que nos leva aos sonhos, eu até hoje só vi lá, assim como também o encontro das águas de uma cachoeira com as do mar.
- Tudo bem, tudo bem! Eu como sempre sou um sonhador.
Mas antes de fincar os meus pés no chão, comentarei sobre algumas lembranças de uma época a poucos anos atrás, em que as pessoas eram mais felizes e alegres ou para outros o martírio era compensador, apesar de incontáveis dificuldades que muitas vezes passamos.
Foi um tempo em que a bipolarização ainda existia, em que a direita era a “direita” e a esquerda era a “esquerda” , e os tucanos que ainda eram apenas aves com um bico grande, surgiram e começavam a tricotar para ficarem encima do muro . O Lula começava a Ter projeção nacional e o Brizola era aclamado em todos os quatro cantos em que aparecesse . Os U.S.A. ainda passavam a imagem de super-homem para a gente , e nos telejornais de certa emissora, diziam que os soviéticos comiam criancinhas .
O Apartheid fazia com que todos falassem da África do Sul e de todo aquele continente . O Iraque antes de enfrentar todo o mundo sozinho , saia da guerra com o Irã e o Aiatolá Komeine deixava de dar as cartas , para descansar em seu sono eterno.
Nos bastidores internacionais , diziam que a França e a Inglaterra gostavam tanto, mais tanto da Alemanha, que prefeririam que existissem duas , as quais permanecessem separadas pelo Muro de Berlim . A Cortinas de Ferro ainda era famosa na imprensa, mas aos poucos tornava-se cada vez mais de vidro.
Poucas pessoas sabiam que havia uma doença sem cura chamada “AIDS”, e que existiam cobaias para tudo o que experimentassem , mas as pesquisas eram um pouco mais sigilosas quando se tratavam de seres humanos.
Famosos astros internacionais cantavam uma mesma música e faziam campanhas para salvar a Etiópia mergulha na fome e na miséria que seus próprios países subsidiaram .